Covid-19

EMA aconselha toma da segunda dose da vacina da AstraZeneca

EMA aconselha toma da segunda dose da vacina da AstraZeneca

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) reiterou, esta sexta-feira, que os benefícios da vacina da AstraZeneca contra a covid-19 "superam os riscos em adultos de todas as idades".

A EMA aconselhou ainda a toma da segunda dose da vacina a quem já recebeu a primeira. O diretor executivo adjunto da EMA, Noel Wathion admitiu, em conferência de imprensa, que "para as pessoas que não vão receber uma segunda dose, não há informação disponível sobre alternativas", mas foi taxativo na defesa da continuidade da administração da vacina da farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca e reiterou que os "benefícios superam os riscos".

A entidade reguladora europeia revelou que os benefícios da vacina aumentam com a idade, mas salientou que estes são dados provisórios e estão sujeitos a novos testes.

"A informação disponível até este momento sustenta que deve continuar a ser dada a segunda dose da vacina Vaxzevria [novo nome comercial do fármaco da AstraZeneca] entre quatro e 12 semanas após a primeira toma, em linha com a informação de produto. A informação disponível não defende atrasar ou evitar a segunda dose da vacina", clarificou o responsável da agência europeia.

O relatório "mostrou que os benefícios da vacinação aumentam com a idade e as taxas de infeção", disse a Agência Europeia do Medicamento, na sua sede em Amsterdão, na apresentação das conclusões depois de a Comissão Europeia ter pedido mais avaliações para responder às preocupações que levaram vários países a restringir o uso da vacina a pessoas mais velhas.

A EMA refere contudo que foram registados casos muito raros de coágulos associados a uma baixa de plaquetas após a vacinação com o fármaco da AstraZeneca.

"Os benefícios da Vaxzevria superam os riscos em adultos de todas as faixas etárias; no entanto, casos muito raros de coágulos sanguíneos com plaquetas baixas ocorreram após a vacinação", explicaram.

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Nenhum dos elementos da EMA presentes na conferência se mostrou disponível para fazer uma atualização dos dados a nível europeu sobre a ocorrência de coágulos sanguíneos raros com redução significativa de plaquetas após a vacinação contra a covid-19 com a vacina da AstraZeneca.

Apesar disso, em comunicado, a agência europeia notou que "os efeitos secundários mais comuns são geralmente ligeiros ou moderados e melhoram em poucos dias", sendo que a ocorrência destes eventos mais extremos é de cerca de um em cada 100 mil pessoas vacinadas.

"As admissões hospitalares e admissões hospitalares em unidades de cuidados intensivos evitadas com a vacinação excedem as ocorrências de coágulos sanguíneos", observou Peter Arlett, líder da divisão de análise de informação e métodos da EMA, acrescentando: "Esperamos que este trabalho ajude os estados-membros. O nosso trabalho continua e a segurança de todas as vacinas contra a covid-19 é a nossa prioridade".

Sublinhando que a vacina da AstraZeneca "é altamente eficaz" a evitar hospitalizações e morte por covid-19, Peter Arlett enfatizou ainda que os efeitos da vacinação são visíveis em todas as faixas etárias observadas nos estudos de avalização conduzidos nas últimas semanas, após novo pedido de clarificação da União Europeia.

A EMA tinha anunciado, noutra conferência de imprensa, no dia 7 de abril, que uma forma muito rara, mas muitas vezes fatal, de coágulo sanguíneo que afeta o cérebro deve ser incluída como efeito secundário da vacinação com o fármaco da AstraZeneca.

Os coágulos também estão a ser incluídos como um efeito colateral da vacina da Johnson & Johnson, que usa a mesma tecnologia de vetor de adenovírus da AstraZeneca, informou a EMA no início desta semana.

O uso da vacina da AstraZeneca foi restringido na maioria dos países da UE devido a casos raros de trombose relacionados com a sua aplicação, sendo as suas doses administradas apenas a pessoas com mais de 50, 55 ou 60 anos, conforme os países.

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