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Empresa faz história e abre vagas para 30 maquinistas mulheres na Arábia Saudita

Empresa faz história e abre vagas para 30 maquinistas mulheres na Arábia Saudita

A empresa ferroviária espanhola Renfe está a recrutar 30 maquinistas mulheres na Arábia Saudita. Já recebeu 28 mil inscrições.

As candidatas aprovadas irão conduzir comboios de alta velocidade entre as cidades sagradas de Meca e Medina, ao fim de um ano de formação.

Esta é a primeira vez que uma empresa abre vagas para este tipo de trabalho no país, conservador reino muçulmano que, durante décadas, teve uma das menores taxas de força de trabalho feminina no mundo. Mas nos últimos anos, como parte de um plano do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman para diversificar a economia, muito dependente do petróleo, o Governo saudita enveredou esforços no sentido de aumentar o número de mulheres no mercado laboral.

Na mesma linha, as autoridades sauditas também iniciaram várias reformas sociais, incluindo, por exemplo, o fim da proibição de mulheres ao volante e a flexibilização das leis de tutela masculina para permitir que as mulheres viajassem livremente, sem necessitarem de autorização dos maridos ou dos pais.

Em resultado destas e outras mudanças, o número de trabalhadoras quase duplicou nos últimos cinco anos e, só no primeiro semestre do ano passado, entraram mais mulheres do que homens no mercado de trabalho.

Ainda assim, de acordo com um estudo norte-americano citado pela BBC, os homens sauditas ainda ocupam a grande maioria dos postos de trabalho, sobretudo no setor público. E as desigualdades de género mantêm-se flagrantes num país em que as mulheres ainda precisam de obter aprovação de um tutor masculino para se casarem, saírem da prisão ou terem acesso a certos cuidados de saúde.

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