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Empresário que morreu no acidente aéreo temia andar de avião

Empresário que morreu no acidente aéreo temia andar de avião

O medo de andar de avião nunca impediu Sérgio Soveral, 38 anos, natural de Rio Maior, de procurar negócios além-fronteiras. Deslocava-se com frequência a Moçambique e Angola, onde tinha empresas, mas desta vez o presságio assumiu contornos de realidade. "Perdeu-se um grande empresário e um grande amigo", lamentavam ontem os familiares que se juntaram em casa da mãe da vítima, para a confortar nesta hora de dor.

Sérgio Soveral subiu a vida a pulso. Há sete anos, quando o pai faleceu num acidente de trabalho, assumiu as rédeas da Joluso - uma empresa de fabrico de básculas e semirreboques -, com a irmã. Nessa altura, já laborava em Angola, mas a dinâmica destes dois irmãos levou-os a explorar também o mercado moçambicano. Ao todo, criaram emprego para mais de 200 pessoas.

"Ele era um espetáculo, deitava as mãos a qualquer coisa e estava sempre preocupado com o bem-estar dos outros", contou ontem ao JN a mãe, Maria Amélia Pereira, de 67 anos, ainda 'anestesiada', com mais esta perda. "Parece que estou sempre à espera que ele entre por aquela porta", desabafou. O empresário deixa órfã uma menina de cinco anos. A irmã está em Moçambique a tratar das burocracias para a trasladação do corpo, mas até ao momento a família não faz a mínima ideia de quando poderá realizar o funeral.

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