Nicolás Maduro

Empresários propõem acordo com Governo para combater escassez na Venezuela

Empresários propõem acordo com Governo para combater escassez na Venezuela

O setor empresarial propôs ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, um acordo com o setor privado para combater o problema da escassez de produtos no país, sublinhando que é um tema "que não pode esperar".

"Eu sou um empresário e estou orgulhoso de o ser, reconheço todas as intenções dos discursos políticos, mas entretanto aí fora há uma sociedade que sente escassez (de produtos) e a solução passa por um acordo com os privados", disse Alberto Cudemus, presidente da Federação Venezuelana de criação de porcos.

A proposta foi feita no palácio presidencial de Miraflores durante a 1ª Conferência Nacional pela Paz, uma iniciativa do presidente venezuelano para enfrentar a crise que afeta o país.

"Temos a capacidade, a gestão, os conhecimentos para o ajudar" disse o mesmo responsável ao pedir uma reunião de trabalho com empresários para avaliar as soluções, porque a escassez tem que ser colmatada de "imediato" e é "uma realidade" que coloca o povo numa situação problemática.

Por outro lado o presidente da Federação de Câmaras de Comércio da Venezuela (Fedecâmaras), Jorge Roig, pediu a Nicolás Maduro que mantenha o tom com que chamou ao diálogo.

"O nosso país não está bem, presidente. Você tem que ouvir outras vozes diferentes das dos que o acompanham (...) o nosso país tem uns indicadores económicos com uma inflação das mais altas do planeta, taxas de escassez enormes, onde não se conseguem produtos de primeira necessidade e conseguir trabalho é quase impossível", disse ao acrescentar que os venezuelanos estão a "matar-se" entre si.

Por outro lado, sublinhou, o setor empresarial está disponível para trabalhar, para ajudar a impulsar a economia. "A Fedecâmaras não quer substituir o Governo, mas nenhum Governo pode substituir a Fedecâmaras", alertou.

Já o presidente da Federação de Industriais, Miguel Pérez Abad, propôs ao executivo uma reunião para "abordar os caminhos da produção" ao mesmo tempo que sublinhou que os conspiradores contra o Governo são a "escassez, a inflação e a insegurança dos cidadãos".

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