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Empresas como Intel e Qualcomm juntam-se à Google no boicote à Huawei

Empresas como Intel e Qualcomm juntam-se à Google no boicote à Huawei

As principais empresas de tecnologia dos Estados Unidos, começaram no domingo a suspender os negócios com a gigante chinesa de telecomunicações Huawei, em resposta às diretrizes do Presidente norte-americano.

De acordo com fontes citadas pela Bloomberg, a Alphabet, empresa-mãe da Google, já decidiu cortar o fornecimento de equipamentos informáticos e alguns serviços de programação para a gigante de telecomunicações. A Hawuei reagiu e diz que é um "parceiro-chave" no desenvolvimento do Android, garantindo que vai continuar a disponibilizar atualizações de segurança e serviços pós-venda a todos os seus equipamentos.

Da mesma forma, os principais fabricantes de processadores, como a Intel, Qualcomm, Xilinx Inc e Broadcom, já informaram os seus funcionários que vão deixar de fornecer equipamentos à Huawei até nova ordem em contrário, segundo a mesma agência.

Na passada quarta-feira, Donald Trump declarou "emergência nacional" e emitiu uma ordem executiva a proibir empresas do país de usarem equipamentos de telecomunicações de empresas estrangeiras consideradas de risco.

A ordem executiva não impôs automaticamente restrições à compra e venda de equipamentos de telecomunicações, mas deu ao secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, cinco meses para estabelecer quais empresas deveriam estar sujeitas às novas restrições.

Ao mesmo tempo que trava uma guerra comercial com Pequim, Washington tem liderado uma campanha global para impedir que empresas chinesas, como a Huawei, assumam o controlo das redes 5G.