Paris

Encontrado morto na cela agente de modelos acusado de violação e amigo de Epstein

Encontrado morto na cela agente de modelos acusado de violação e amigo de Epstein

O antigo agente de modelos francês Jean-Luc Brunel, um associado próximo do falecido milionário norte-americano Jeffrey Epstein, foi encontrado enforcado na sua cela da prisão de Santé, em Paris, na sexta-feira à noite, disse o gabinete do procurador local.

O Ministério Público confirmou a morte de Jean-Luc Brunel e anunciou a abertura de um inquérito para averiguar a causa da morte.

Acusado de violação por vários modelos, o que contestou, Jean-Luc Brunel foi acusado no final de junho de 2021 por "violação de um menor com mais de 15 anos". O septuagenário já tinha sido indiciado em dezembro de 2020 por "violação de menor com mais de 15 anos" e "assédio sexual".

Brunel também tinha sido colocado sob estatuto intermédio de testemunha assistida pelos factos de "tráfico humano agravado em detrimento das vítimas menores de idade para fins de exploração sexual". A sua morte significa o fim da ação pública neste caso, a menos que outras pessoas estejam implicadas.

O nome de Jean-Luc Brunel foi mencionado numa investigação americana sobre o escândalo sexual envolvendo Jeffrey Epstein, que também foi encontrado morto na sua cela em agosto de 2019.

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Jean-Luc Brunel foi detido em dezembro de 2020 no aeroporto de Paris, quando estava prestes a voar para Dakar, e foi preso na sequência da acusação.

Em novembro passado, foi libertado sob supervisão judicial durante alguns dias, para regressar pouco depois por decisão do Tribunal de Recurso de Paris. Brunel tinha interposto recurso contra esta decisão.

O milionário norte-americano Jeffrey Epstein foi acusado em julho de 2019, nos Estados Unidos, de ter organizado uma rede de abuso sexual e tráfico de raparigas menores, rede essa que funcionou entre 2002 e 2005.

O Ministério Público parisiense, alertado pela existência potencial de menores francesas entre as vítimas de Epstein, abriu uma investigação preliminar em agosto de 2019.

Dois meses mais tarde, foi apresentada uma queixa contra o Jean-Luc Brunel por "assédio sexual" que não tinha prescrito, ao contrário de várias outras acusações contra ele.

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