Jerusalém

Erdogan acusa Israel de "terrorismo de Estado" e "genocídio"

Erdogan acusa Israel de "terrorismo de Estado" e "genocídio"

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, acusou na segunda-feira Israel de "terrorismo de Estado" e de "genocídio" na sequência da morte de 52 palestinianos sob fogo israelita, na segunda, na faixa de Gaza.

"Israel semeia o terrorismo de Estado. Israel é um estado terrorista", disse Erdogan a estudantes turcos em Londres, num discurso transmitido pela televisão.

O que Israel faz é um "genocídio", acrescentou.

"Condeno esta tragédia humanitária, este genocídio, venha ele de onde vier, venha de Israel ou dos Estados Unidos", acrescentou o chefe de Estado da Turquia, país que pediu para ouvir os embaixadores em Israel e nos Estados Unidos depois do "banho de sangue", segundo o vice-primeiro-ministro Bekir Bozdag.

Cinquenta e dois palestinianos foram hoje mortos na Faixa de Gaza por soldados israelitas na fronteira, onde dezenas de milhares protestavam contra a transferência para Jerusalém da embaixada dos Estados Unidos em Israel, indicou o Ministério da Saúde local.

De acordo com um novo balanço, estas mortes elevam para 106 o número de palestinianos mortos na Faixa de Gaza desde o início, a 30 de março, de um movimento de contestação em massa, e fazem também desta segunda o dia do conflito israelo-palestiniano com mais mortes desde a guerra do verão de 2014 no enclave palestiniano.

Entre os 52 civis palestinianos hoje abatidos a tiro pelo Exército israelita, contavam-se "oito crianças com menos de 16 anos", afirmou o embaixador palestiniano na ONU, Riyad Mansour, em conferência de imprensa, acrescentando que "mais de 2.000 palestinianos ficaram feridos" durante os protestos.

A Faixa de Gaza é palco de confrontos desde o final da manhã, com os palestinianos a manifestarem-se contra a inauguração da embaixada dos Estados Unidos, que ocorreu hoje à tarde na Cidade Santa.