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Erdogan diz que Putin deve devolver a Crimeia aos "legítimos proprietários"

Erdogan diz que Putin deve devolver a Crimeia aos "legítimos proprietários"

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, defende que o presidente russo, Vladimir Putin, deve devolver todos os territórios que a Rússia tem ocupado na Ucrânia, incluindo a Crimeia.

A península da Crimeia, situada no Mar Negro e ocupada pela Rússia desde 2014, deve ser devolvida "aos seus legítimos proprietários", declarou Recep Tayyip Erdogan numa entrevista à televisão norte-americana PBS, à margem da sua presença em Nova Iorque para a participação na Assembleia Geral das Nações Unidas.

Questionado sobre se deveria ser permitido à Rússia ficar com alguns dos territórios ocupados no âmbito dos termos de negociação para o fim da guerra na Ucrânia, o presidente da Turquia foi muito claro: "Não, absolutamente não".

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"Quando falamos num acordo recíproco, é isto que significa. Se o estabelecimento da paz acontecer na Ucrânia, claro que devolver os territórios ocupados será muito importante. É isto que esperamos. É isto que é desejado. Putin deu alguns passos. Nós demos alguns passos", acrescentou Erdogan, reiterando: "as terras que foram invadidas serão devolvidas à Ucrânia".

E sem margem para dúvidas, o presidente turco explicou que esta premissa inclui a Crimeia. "Desde 2014 que falamos com o meu caro amigo Putin sobre isto e é isto que lhe temos pedido. Temos pedido para devolver a Crimeia aos seus legítimos proprietários", afirmou.

Erdogan acrescentou que está a trabalhar neste sentido com o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Para o chefe de Estado turco, Vladimir Putin "quer acabar com esta guerra o mais rápido possível".

O presidente turco, que conseguiu manter os seus laços com Moscovo e Kiev desde o início da invasão russa da Ucrânia em 24 de fevereiro, oferece regularmente a sua mediação neste conflito e repete que se deve "encontrar um acordo que satisfaça todos".

Ancara pede constantemente o retorno da Crimeia à Ucrânia desde a sua ocupação pela Rússia em 2014, lembrou Erdogan, preocupado em particular com o destino da minoria tártara - de língua turca.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas - mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,2 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

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