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Erdogan, "o novo sultão" da Turquia

Erdogan, "o novo sultão" da Turquia

O presidente do país da NATO que andou a combater a Rússia na Síria e na Líbia andou também aos abraços com Putin, para selar a cooperação militar com Moscovo antes da invasão à Ucrânia. Ou as incongruências de um aliado que deixa os parceiros ocidentais com os nervos em franja.

O estadista alardeado como grande mediador entre a Rússia e a Ucrânia e que patrocinou as conversações entre os chefes da diplomacia dos dois países, decorridas e fracassadas, esta quinta-feira, em Antalya, é o mesmo Recep Tayyip Erdogan, presidente de um país membro e fundador da OTAN, a Turquia, que, ainda em outubro de 2021, posou para posteridade, aos abraços com Vladimir Putin, em Sochi, para assinalar o que foi noticiado como o acordo de cooperação em programas de armamento assinado com Moscovo.

Washington e os aliados ocidentais irritaram-se com esta familiaridade, mas nada que tenha afetado "o novo sultão otomano", como lhe chamam os opositores dos corredores políticos de Ancara, também a denunciar-lhe a deriva antidemocrática e islamista no Estado laico fundado por Ataturk.

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