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Erupção poderá despertar o Katla

Erupção poderá despertar o Katla

A erupção do Eyjafjallajokull dá sinais de abrandar, mas os peritos alertam que o pior pode ainda não ter chegado. Temem que a Islândia entre num período de grande actividade sísmica e que acorde o "gigante" Katla, o que traria consequências climatéricas a nível global.

O Katla, vulcão adormecido desde 1918, é muito maior e considerado bem mais perigoso do que o vizinho Eyjafjallajokull que, na passada quarta-feira, entrou em erupção. Historicamente, as erupções deste vulcão têm servido como prenúncio do acordar do terrível Katla, situado a muito poucos quilómetros de distância. "Pensamos que é muito provável que o Katla entre em actividade, e é por isso que estamos a observá-lo atentamente", explicou à AFP Sigrun Hreinsdottir, professora de geofísica da Universidade da Islândia.

Os sinais indicam que a actual erupção está a perder força, mas a especialista avisa que ainda há mais bolsas de magma - a rocha fundida sob a superfície da terra que depois se torna em lava - debaixo do vulcão e que o magma que se movimenta a maior profundidade poderá interceptar outras bolsas, originando novas erupções. "Basicamente, o magma procura o caminho mais fácil para sair. Em Março, ele estava a subir pelo Fimmvurdahals, encosta do Eyjafjallajokull. Agora, foi mesmo através do centro do vulcão", explicou.

Com o fim desta erupção, nova pressão será acumulada, o que levará a que outros vulcões entrem em actividade. Segundo reza a História, será o Katla, considerado o vulcão mais perigoso da Islândia. Os relatos indicam, ainda, que as grandes erupções no Katla ocorrem um ou dois anos após as erupções menores, mas não há certezas. "Pode acontecer daqui a dois meses ou pode acontecer já amanhã", cogitou Hreinsdottir.