EUA

Escândalo sexual deixa congressista em maus lençóis

Escândalo sexual deixa congressista em maus lençóis

A congressista norte-americana Katie Hill, de 32 anos, demitiu-se da Câmara dos Representantes depois de terem sido expostas na Internet fotografias e mensagens íntimas suas. A democrata acusa o ainda companheiro e rivais políticos de fazerem uma "campanha suja".

Eleita pelo 25.º distrito do Estado da Califórnia nas eleições de 2008, Katie Hill decidiu apresentar a demissão, na segunda-feira, devido à divulgação de conteúdos comprometedores nas redes sociais, relativos a uma relação íntima que mantinha com uma assistente de campanha.

No vídeo em que anunciou a retirada do Congresso norte-americano, aquela que foi uma das mais novas e promissoras figuras políticas a chegar ao Capitólio, acusou o ainda marido, de quem se está a divorciar, e agentes políticos de utilizarem fotos e mensagens íntimas contra si. Essa divulgação mais não é do que "uma distração à crise constitucional que os Estados Unidos enfrentam e ao trabalho crítico" dos colegas, considerou.

"Nunca imaginei que as minhas imperfeições fossem usadas como arma e fossem usadas para tentarem destruir a minha pessoa e a comunidade que amei durante toda a minha vida. Por isso, peço muitas desculpas", disse, admitindo estar "magoada" e "zangada" com a situação. Ainda assim, garantiu, isso não vai impedi-la "continuar a luta pela democracia, justiça e igualdade", para que possa contribuir para que "o mundo seja um lugar melhor".

Acusada de violar regras do Capitólio

Na quarta-feira da semana passada, a Comissão de Ética da Câmara dos Representantes abriu uma investigação à conduta de Katie Hill, acusada de manter um relacionamento com um subordinado da sua equipa no Congresso, Graham Kelly. As regras do Capitólio proíbem, desde fevereiro de 2018, relacionamentos íntimos entre legisladores e os respetivos assistentes ou funcionários, para prevenir casos de abuso de poder e assédio sexual. Katie Hill poderá ser a primeira a ser apanhada por esta lei.

Katie Hill, que negou o caso com Graham Kelly, foi ainda acusada de ter mantido relações sexuais com uma assistente de campanha, Morgan Desjardins, sendo que as fotos e mensagens agora divulgadas têm a ver com este último caso, que não pode ser abrangido pelos regulamentos do Capitólio. "Foi inapropriado, mas deixei acontecer", admitiu.

Alguns jornais e sites britânicos publicaram as fotografias e mensagens, reforçando a hipótese de haver uma relação a três - entre a congressista, o marido desta e a assistente - que correu mal. Na sequência da divulgação, Katie Hill acusou o companheiro de fazer "uma campanha suja", prometendo uma ação em tribunal contra si por violação da privacidade.

"Tomo a decisão de me demitir para que a minha família, a minha equipa e a minha comunidade deixem de ser objeto do sofrimento causado pelo meu marido e pela brutalidade de agentes políticos cheios de ódio. Não quero por isso ser uma distração", justificou Kelly Hill.

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