Brexit

Escócia vai negociar novo referendo sobre independência

Escócia vai negociar novo referendo sobre independência

O Parlamento autónomo escocês aprovou, esta terça-feira, negociar a realização de um novo referendo na Escócia sobre a independência.

Nicola Sturgeon, a primeira-ministra escocesa, obteve, esta quarta-feira, a autorização do Parlamento para pedir a Londres a realização de um novo referendo sobre a independência.

Recorde-se que o parlamento autónomo da Escócia iniciou na quarta-feira passada o debate sobre a realização de um novo referendo de independência em relação ao Reino Unido, em face da decisão de Londres de abandonar a União Europeia, mas suspendeu os trabalhos quando o ataque ocorrido em Westminster foi divulgado.

O Reino Unido referendou o Brexit no verão passado e a opção "sair" ganhou globalmente com 52% contra 48%. No entanto, na Escócia (tal como na Irlanda do Norte) os eleitores votaram maioritariamente contra a saída da UE.

Em 2014, a Escócia realizou um referendo sobre o assunto, no qual a opção independência perdeu por escassa margem.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, (Partido Conservador) já disse que não autorizará um segundo referendo sobre a independência na Escócia até que o 'Brexit' seja negociado com a UE e até que os escoceses possam ver como as coisas correram.

Ao abrigo do artigo 50.º do Tratado de Lisboa (que regula a forma como um Estado-membro pode sair da União), uma vez ativado formalmente o pedido para sair o Reino Unido e Bruxelas iniciam um período de dois anos de negociações sobre o assunto.

"Eu quero que o Reino Unido obtenha um bom acordo nestas negociações porque, independentemente do caminho que a Escócia venha a escolher no futuro, isso serve os nossos interesses", disse a primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon.

A líder escocesa também disse esperar que o governo britânico "respeite a vontade do parlamento escocês".

Uma sondagem da ScotCen publicada este mês indica que a independência reúne o apoio de 46% dos inquiridos - o nível mais alto desde que estas consultas começaram, em 1999.

Nicola Sturgeon, líder do Partido Nacionalista Escocês (SNP), considerou na segunda-feira, perante May, que o segundo referendo poderia realizar-se, o mais tardar, até à primavera de 2019 (ainda antes de o Reino Unido sair da UE).