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Espancado, baleado e enterrado vivo por traficantes consegue sobreviver

Espancado, baleado e enterrado vivo por traficantes consegue sobreviver

Dois homens foram detidos, na terça-feira, na sequência de um ataque a Samuel Oliveira, de 18 anos, que, depois de um mês em coma, contou à polícia que foi atacado e enterrado vivo por ter furtado 400 gramas de haxixe.

No depoimento, o jovem contou que no final de julho dois homens, identificados como sendo Sérgio Costa da Silva, de 24 anos, e Carlos Vinícus do Santos Pereira, de 28 anos, o chamaram para fumar haxixe, mas, assim que chegou ao local, foi colocado na mala do carro e levado para uma zona rural, que liga Belo Horizonte ao Aeroporto Internacional de Confins.

De acordo com a Polícia Civil, os dois homens suspeitavam que Samuel Oliveira tinha roubado droga e agrediram-no com pauladas, dois tiros na face e, pensando que já estaria morto, enterram-no. As autoridades acreditam, ainda, que uma outra mulher, identificada como Ana Maria da Silva, também terá participado nas agressões.

A polícia explicou que o rapaz, depois de retirar a terra de cima do corpo, conseguiu chegar à estrada e pedir socorro a um casal. Foi depois transportado para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, onde ficou internado durante um mês.

O jornal "Estadão" refere que foi a própria Ana Maria da Silva quem avisou a mãe do jovem de que ele tinha morrido por roubar droga a um grupo de traficantes da região. "A suspeita chegou a informar e a ir onde o corpo teria sido enterrado após o crime. A polícia e os bombeiros realizaram buscas no local com cães e nada foi encontrado", afirma em comunicado a Polícia Civil.

Cerca de mês depois do desaparecimento, a mãe foi informada pelo serviço social do hospital que o filho estava internado em coma. Apesar de a recuperação ter corrido bem, o homem ficou com paralisia facial e problemas de visão. Os suspeitos do crime serão indiciados por sequestro e tentativa de homicídio.

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