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Espanha considera nacionalização de petrolífera argentina um "ato de agressão"

Espanha considera nacionalização de petrolífera argentina um "ato de agressão"

O primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy considerou que a exclusão da Repsol do capital da petrolífera argentina YFP é "um ato de agressão" e que "prejudica toda a América Latina".

A tensão entre a Espanha e a Argentina tem aumentado nos últimos dias devido à ameaça do governo de Cristina Kirchner, confirmada esta terça-feita num projeto de lei, de expropriar a YFP, petrolífera até agora controlada pela Repsol.

O primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy considera a decisão um "ato de agressão" reforçando que foi uma "decisão negativa, desde logo para a empresa que se viu expropriada sem justificação alguma, nem razão económica, porque não existe uma que explique o ocorrido".

Esta atitude "rompe o bom entendimento que sempre existiu entre os dois países, prejudica ambos e mancha a reputação internacional da Argentina", explicou o primeiro-ministro espanhol.

"A expropriação da YPF pode prejudicar toda a América Latina", garantiu Mariano Rajoy. Tem existido um "esforço louvável" para fazer da região "um destino atrativo e seguro para o investimento e o comércio internacionais, esse esforço não deveria ser ameaçado por atos pontuais que podem ser interpretados de forma errada", reforçou o primeiro-ministro espanhol, durante o Fórum Económico Mundial, realizado em Puerto Vallarta, no México.

A comissão europeia já interveio na questão que está a provocar um conflito entre a Espanha e a Argentina. "Esperamos que as discussões entre o Governo argentino e as empresas conduzam a soluções por mútuo acordo que sejam satisfatórias para todos", esperançou um responsável europeu.

Antes da nacionalização, a YFP esteve sobre a pressão de Cristina Kirschner, para que a produção aumentasse. Na base da decisão de governo argentino está a alegada falta de investimento na empres, que terá levado a uma queda na produção.

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Cumprida a ameaça, o governo argentino quer garantir uma participação de 51% na petrolífera YFP, argumentando que as atividades da empresa são de interesse nacional. Os restantes 49% serão repartidos pelas províncias onde a empresa está representada.

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