Covid-19

Espanha vai deixar entrar vacinados de todo o mundo mas com condições

Espanha vai deixar entrar vacinados de todo o mundo mas com condições

A partir de segunda-feira, cidadãos vacinados de todo o mundo vão poder entrar em Espanha. Mas com algumas condições.

O anúncio da abertura do país a todos os viajantes do mundo vacinados contra a covid-19, e não só aos europeus, foi feito pelo primeiro-ministro, Pedro Sánchez, a 21 de maio. Mas, embora as letras miúdas da decisão ainda não tenham sido adiantadas oficialmente, há várias condições a ter em conta.

De acordo com o jornal espanhol "El País", que falou com várias fontes do Executivo, entre os requisitos necessários à entrada em Espanha está o facto de só poderem entrar no país cidadãos imunizados depois de decorridos 14 dias da última inoculação e que tenham as duas doses (a não ser no caso da vacina da Janssen, que é de toma única).

O despacho que oficializará a decisão e suas contrapartidas deverá ser publicado no sábado no Diário Oficial do Estado (equivalente ao português Diário da República), com entrada em vigor na segunda-feira. O documento, trabalhado pelos Ministérios da Saúde e do Interior, ainda não tinha sido terminado ao fim do dia de quinta-feira, não estando para já excluída a hipótese de haver exceções para territórios onde existem novas variantes - como fez França, que mantém uma lista de países de risco cujos cidadãos não poderão entrar em lazer mesmo estando imunizados.

Vacinas aprovadas pela EMA ou OMS

Outra das condições para a entrada em Espanha será a aprovação ou pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA) ou pela Organização Mundial da Saúde (OMS) das vacinas com que os viajantes foram inoculados. Ou seja, as substâncias administradas em Espanha e Portugal-Pfizer, Moderna, AstraZeneca e Janssen -, e as chinesas Sinopharm e Sinovac-Coronavac.

Este ponto, que se prevê essencial para a recuperação gradual dos voos de longo curso, é importante para alguns países de fora da Europa, com os quais a relação aérea com Espanha estava cortada há muito por causa da pandemia. É o caso de países asiáticos, africanos e do Médio Oriente que usam as vacinas chinesas (aprovadas pela OMS, mas não pelo regulador europeu).

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