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Espanhóis escolhem sucessor de Zapatero

Espanhóis escolhem sucessor de Zapatero

Após duas semanas a percorrer o país, chega a vez de Madrid. Quase todos os candidatos escolheram a capital para realizar os comícios de final de campanha. Cerca de 17 mil pessoas receberam Rajoy no centro de Madrid e 10 mil apoiantes ouviram o último discurso de Rubalcaba, em Fuenlabrada.

Os quinze dias de campanha terminaram, assim, sem grandes novidades e sem causar grandes emoções na generalidade dos espanhóis. De resto, nunca os candidatos dos dois principais partidos contaram com tão pouco prestígio junto dos eleitores. Segundo uma sondagem publicada este sábado no "El Pais", Rubalcaba inspira pouca ou nenhum confiança a três de cada quatro espanhóis e Rajoy a dois de cada três.

Os actos de sexta-feira à noite puseram, assim, termo a uma campanha em que a situação económica e a crise da dívida contaram com mais protagonismo do que as mensagens dos candidatos. O facto de haver um partido vencedor à partida contribuiu para o desinteresse geral.

A enorme vantagem que as sondagens atribuíam ao Partido Popular fez com que a dúvida se centrasse sobretudo na obtenção de maioria absoluta ou simples.

Era isso que Rubalcaba tentava evitar até ao último instante: "Só um PSOE forte pode fazer frente a um monopartidismo de direita", afirmou no comício de Fuenlabrada.

Nas palavras de Rajoy, o recado de sempre: "É preciso inverter a situação em que deixaram este país os políticos irresponsáveis que nos têm governado". Para o líder do PP, a solução para a crise é, portanto, ele próprio: "Estou preparado para ser presidente do Governo", garantiu no Palácio de los Deportes, de Madrid.

A abarrotar e completamente pintado de azul, o recinto respirava um ambiente de vitória. "Alfredo, não te queremos mais", dizia o animador de serviço, referindo-se àquele que foi ministro do Interior de Zapatero e principal opositor de Rajoy na corrida ao Palácio de Moncloa. A plateia, numa verdadeira festa onde abundavam os cabelos brancos, reagia com entusiasmo.

Pelo palco foram passando os pesos pesados do partido conservador: o presidente da câmara de Madrid, Alberto Ruiz-Gallardón, a presidente da Comunidade, Esperanza Aguirre e a secretaria-geral, Maria Dolores de Cospedal.

Foram animando as hostes com a recorrente mensagem de mudança, até ao momento mais esperado da noite: o discurso do líder do, Mariano Rajoy, recebido com júbilo. Apesar do país atravessar a pior crise financeira dos últimos anos, o candidato do PP conseguiu arrancar os aplausos do público com um discurso positivo, evitando referências a quaisquer medidas menos populares, sob o olhar atento do também muito aplaudido José Maria Aznar.

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