Covid-19

Especialista de Oxford garante que vacina da AstraZeneca é segura

Especialista de Oxford garante que vacina da AstraZeneca é segura

Após vários países terem suspendido, por precaução, a vacina da AstraZeneca, um especialista da Universidade de Oxford, envolvido no processo de investigação, garantiu que o fármaco é seguro.

Há "evidências muito tranquilizadoras de que não há aumento no fenómeno do coágulo sanguíneo aqui no Reino Unido, onde a maioria das doses na Europa foram administradas até agora", disse à BBC Andrew Pollard, diretor do Oxford Vaccine Group, que desenvolveu a vacina com a AstraZeneca.

A decisão de suspender a vacina da AstraZeneca surgiu depois de "possíveis efeitos colaterais" terem sido reportados na Dinamarca e na Noruega após a inoculação com o fármaco, no entanto ainda sem ligação comprovada.

O especialista da Oxford assegurou a fiabilidade da vacina e frisou a importância de continuar a vacinação contra o novo coronavírus no mundo.

Em comunicado, a AstraZeneca disse, no domingo, que "uma revisão cuidadosa" dos dados de segurança disponíveis sobre mais de 17 milhões de pessoas vacinadas na União Europeia e no Reino Unido "não produziu evidências de um risco aumentado de embolia pulmonar, trombose venosa (TVP) ou trombocitopenia em qualquer faixa etária, sexo, lote ou país específico".

"Cerca de 17 milhões de pessoas na União Europeia e no Reino Unido já receberam a nossa vacina e o número de casos de coágulos sanguíneos relatados neste grupo é menor do que as centenas de casos que seriam esperados na população em geral", comparou Ann Taylor, diretora médica, citada no comunicado.

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Vários países europeus, como a Holanda, a Irlanda, Islândia e Países Baixos já suspenderam o uso da vacina, por precaução, até dia 28 de março.

Na semana passada, numa conferência de imprensa em Genebra, a Organização Mundial da Saúde (OMS) defendeu que não havia qualquer razão para não usar a vacina da AstraZeneca. Os especialistas da organização ainda estão a analisar a informação sobre a formação de coágulos sanguíneos, mas referiu que, até agora, não foi estabelecida qualquer ligação entre a vacina e os efeitos reportados.

"Qualquer alerta de segurança deve ser alvo de investigação. Temos que assegurar que estudamos todos os alertas de segurança quando distribuímos as vacinas e temos de passar por eles, mas não existe qualquer indicação para não utilizar [as vacinas]", frisou Margaret Harris, porta-voz da OMS.

No domingo, a Direção-Geral de Saúde e o Infarmed afirmaram que a vacina da AstraZeneca vai continuar a ser administrada em Portugal e frisaram que não há evidência de ligação com os casos tromboembólicos registados noutros países. Em comunicado, as entidades recordaram que os casos notificados na Noruega "estão a ser avaliados pelo Comité de Segurança, PRAC, da Agência Europeia de Avaliação de Medicamentos (EMA)", esperando-se uma conclusão durante esta semana.

"O número de eventos tromboembólicos comunicados na população vacinada na União Europeia (cerca de 5 milhões de doses) e no Reino Unido (cerca de 11 milhões de doses) continua a não ser superior ao verificado na população em geral", sublinharam.

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