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Especialistas alertam para impacto da ciberespionagem sobre jornalismo livre

Especialistas alertam para impacto da ciberespionagem sobre jornalismo livre

A ciberespionagem, nomeadamente o "software" Pegasus, prejudicam o "desenvolvimento do jornalismo livre", alertaram especialistas reunidos na 77.ª Assembleia-Geral da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), lamentando a falta de regulamentação sobre a matéria.

"A ciberespionagem converteu-se numa outra arma contra o exercício jornalístico", assinalou o jornalista mexicano Jorge Carrasco na quinta-feira, em Miami, num debate na 77.ª Assembleia-Geral da SIP, que representa as principais organizações de comunicação social da América Latina.

Em julho, uma investigação da imprensa internacional revelou que governos de vários países, nomeadamente do México, "invadiram" 50 mil telefones, incluindo de jornalistas, grupos de ativistas e políticos de oposição, com o programa de espionagem Pegasus, fabricado por uma empresa israelita de cibersegurança.

O diretor do Citizen's Lab da Universidade de Toronto, no Canadá, Ronald Deibert, destacou que estas ferramentas estão a evoluir num quadro pouco regulamentado, permitindo o seu uso por regimes ditatoriais para aumentar a repressão.

"É uma das crises mais sérias da democracia", apontou.

A moderadora do debate, Martha Ramos, da Organização Editorial Mexicana, assinalou que deve ser criado um quadro legislativo que dê às vítimas "formas de se defenderem" em vez de regulamentar os próprios fabricantes de 'software', alguns dos quais "operam em territórios internacionais difusos".

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