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Espingarda, router e telemóveis encontrados na prisão de Manaus

Espingarda, router e telemóveis encontrados na prisão de Manaus

As autoridades prisionais brasileiras encontraram, este sábado, uma espingarda, um router de internet, telemóveis e dezenas de armas brancas numa busca à prisão de Manaus, onde esta semana ocorreu um motim que resultou na morte de 56 reclusos.

Na sequência do motim, a um e dois de janeiro, dezenas de outros reclusos evadiram-se do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), estando ainda a monte.

O Governo do estado do Amazonas (cuja capital é Manaus) divulgou uma fotografia dos objetos confiscados, na qual também se podem ver cerca de 40 armas brancas e uma catana de grandes dimensões.

A rusga faz parte de um "plano preventivo" posto em marcha pelo comité de crise que acompanha a situação da prisão.

"O principal objetivo é a apreensão de materiais ilícitos que poderiam ser usados para desestabilizar a unidade (prisional) e promover alguma alteração" da ordem, explicou o Governo do Amazonas.

Na inspeção, que aconteceu também noutras prisões da cidade de Manaus, a polícia encontrou uma carabina de calibre 32, duas dezenas de telemóveis e quatro baterias, um router com ligação à internet, drogas, bem como um martelo, lanternas e armas brancas.

O Compaj de Manaus foi o cenário de uma sangrenta revolta que durou 17 horas e na qual membros da Família do Norte (FDN), aliados do grupo Comando Vermelho (CV), iniciaram uma disputa con elementos do Primeiro Comando da Capital (PCC).

O último balanço dá conta de 56 mortos, a maioria do PCC, que opera principalmente no estado de São Paulo. Quatro outras pessoas foram assassinadas na Unidade de Prisão de Puraquequara (UPP), na zona rural de Manaus.

Um total de 184 presos fugiu durante os motins, 112 do Compaj e 72 de outro centro penitenciário da capital amazónica.

Mais de cem reclusos continuam em fuga.