Brasil

"Esquece o PSL, tá ok?" Jair Bolsonaro em guerra com o próprio partido

"Esquece o PSL, tá ok?" Jair Bolsonaro em guerra com o próprio partido

O presidente do Brasil estará de saída do Partido Social Liberal (PSL) depois de o ter publicamente criticado junto de um apoiante.

O caldo está entornado na política brasileira e mais uma vez volta a incluir Jair Bolsonaro. Esta terça-feira, o presidente do Brasil foi "apanhado" a criticar o PSL numa conversa com um apoiante do partido, que se apresentou como pré-candidato pelo PSL no Recife. Jair Bolsonaro terá dito ao homem para esquecer o Partido Social Liberal. "Esquece o PSL, tá ok?", disse Bolsonaro.

O comentário não caiu bem dentro do partido e Luciano Bivar, presidente do PSL, já se veio pronunciar. "A fala dele foi terminal, ele já está afastado. Não disse para esquecer o partido? Está esquecido", citado pela imprensa brasileira. Vários escândalos de corrupção dentro do partido, sobretudo relacionados com campanhas eleitorais, terão estado na origem desta briga. Mas Bivar desmentiu e diz que tal suposição é uma "falácia".

Acrescentou ainda que Bolsonaro "já está afastado" e não é digno de integrar o partido.

A ser confirmado, o afastamento de Bolsonaro do próprio partido significa que o presidente do Brasil deixará de ter qualquer ligação partidária, algo que não acontecia desde 1988, com o presidente José Sarney.

O deputado e presidente do PSL Luciano Bivar afirmou à imprensa brasileira que pediu uma reunião com o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e reafirmou o apoio às mesmas medidas que levaram à eleição de Jair Bolsonaro como presidente do Brasil. "O que pretendemos é viabilizar o país. Não vai alterar nada se Bolsonaro sair, seguiremos apoiando medidas fundamentais", disse.

Vários jornais brasileiros já antecipam os cenários da saída de Jair Bolsonaro do Partido Social Liberal. Um dos cenários pode ser a criação de um partido novo por parte do presidente brasileiro, outro será a fusão do PSL com outros partidos, uma vez que o afastamento de Bolsonaro pode também arrastar a saída dos parlamentares mais próximos do ex-militar.