Alemanha

Esquerda venceu eleições regionais em Berlim

Esquerda venceu eleições regionais em Berlim

Os social-democratas do SPD venceram este domingo as eleições regionais em Berlim, suplantando os democratas cristãos da chanceler Angela Merkel, a perder popularidade e em dificuldades para manter a coesão no próprio Governo, devido à crise europeia.

Segundo a primeira projecção da televisão pública ARD, os social-democratas averbaram 29,5 por cento, garantindo novo mandato a Klaus Wowereit, burgomestre da maior metrópole alemã nos últimos 10 anos, à frente de uma coligação com os neocomunistas do Die Linke (A Esquerda).

Os outros vencedores da jornada eleitoral foram os Verdes, que obtiveram 18 por cento dos votos, garantindo o terceiro lugar, e deverão tornar-se o novo parceiro do SPD no Senado berlinense, tanto mais que os neocomunistas do Die Linke, que se quedaram pelos 11,5 por cento, deixaram de ter maioria absoluta em conjunto com os social-democratas para formar novo Senado.

Os conservadores, com 23,5 por cento, foram a segunda força política mais votada, ganharam até dois pontos percentuais em relação às eleições de 2006, mas a recusa de Wowereit em fazer uma grande coligação com a CDU deverá mantê-los arredados do poder na maior metrópole alemã.

O grande resultado da noite foi alcançado, porém, pelo Partido dos Piratas, que defende, por exemplo, total liberdade de copiar conteúdos na Internet, ou transportes públicos gratuitos, e obteve 8,5 por cento dos votos, elegendo assim, pela primeira vez, representantes a um parlamento regional na Alemanha, após a sua primeira candidatura em Berlim.

Já os liberais do FDP, que integram o Governo de Angela Merkel, voltaram a sofrer uma amarga derrota, caindo para a casa dos dois por cento (tiveram 7,6 por cento em 2006), o que significa que ficarão fora da câmara de deputados berlinense.

Este resultado deverá, segundo a maioria dos analistas, reavivar as exigências feitas por alguns sectores do partido para a demissão do atual ministro dos negócios estrangeiros, Guido Westerwellle, que abandonou a chefia do FDP em Maio, após sucessivos desaires eleitorais, mas manteve-se como chefe da diplomacia alemã.

O facto de o actual chefe dos liberais, Philipp Roesler, que é também vice-chanceler e ministro da Economia, ter afirmado que a falência da Grécia é uma possibilidade real, e deve começar a ser preparada, agitou recentemente os ânimos no executivo, obrigando Angela Merkel a reiterar a importância de Atenas se manter na zona euro.

Outras Notícias