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Distinção

Estes são os nomes mais falados para o Nobel da Paz

Estes são os nomes mais falados para o Nobel da Paz

O prémio Nobel da Paz é anunciado esta sexta-feira, em Oslo, na Noruega. Na lista de possíveis candidatos, vários são os nomes que se distinguiram, quer pela luta política, ambiental ou contra a pandemia de covid-19. Entre eles figuram os nomes de Greta Thunberg, Alexey Navalny ou a organização não-governamental internacional Repórteres sem Fronteiras.

O Comité Nobel Norueguês recebeu, este ano, 329 candidaturas para o Prémio Nobel da Paz. Deles, 234 são personalidades individuais e 95 organizações. Este é o terceiro número de candidatos mais alto de sempre, sendo o recorde 376, alcançado em 2016. O Comité tem uma regra inquebrável: quer o nome dos nomeados, quer o nome de quem submeteu a candidatura fica guardado num cofre por 50 anos.

Ainda assim, a agência Reuters entrevistou vários deputados noruegueses e conseguiu descobrir que a ativista climática Greta Thunberg e os dissidentes políticos Svetlana Tikhanovskaya e Alexei Navalny são três dos candidatos.

Em segredo, ficam também as deliberações sobre a atribuição do prémio, já que não existem sequer atas sobre as considerações dos membros do Comité.

Mas quem são afinal os possíveis candidatos ao Nobel da Paz?

Num ano marcado pelo impacto das alterações climáticas, que provocaram um sem número de eventos extremos como incêndios e cheias que mataram centenas de pessoas, um dos nomes com mais destaque é o da jovem ativista climática Greta Thunberg.

Distinguida pela revista "TIME" como Personalidade do Ano de 2019, a sueca pode ser uma das favoritas. Com apenas 18 anos, Greta conseguiu mobilizar milhões de jovens numa onda de protestos pelo clima, que se juntaram a uma greve escolar que percorreu o mundo. Além disso, falou publicamente sobre as suas preocupações pelo ambiente e desafiou vários líderes mundiais a assumir compromissos.

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Ao nível da luta política, há dois possíveis nomes na corrida. Um deles é Alexei Navalny, o principal opositor político de Vladimir Putin, presidente russo.

Laureado esta quarta-feira com o prémio alemão M100 Media Awards sobre liberdade de expressão e democracia, o ativista poderá ser distinguido pelo seu trabalho no combate à corrupção na Rússia.

Navalny foi hospitalizado em agosto de 2020, depois de ter sido envenenado com o agente nervoso Novichok. Após recuperar do ataque num hospital alemão, regressou à Rússia em janeiro deste ano, onde foi detido sob a acusação de violar a liberdade condicional. Desde então, Navalny está numa instituição prisional onde diz ter sido submetido a "violência psicológica". Entretanto, foi reconhecido pela Amnistia Internacional como um "Prisioneiro de Consciência".

Na Bielorrússia, Svetlana Tikhanovskaya, política e ativista de direitos humanos poderá ser candidata ao Nobel da Paz pela luta contra o governo do "último ditador da Europa", Alexander Lukashenko. Tikhanovskaya marcou o cenário político bielorrusso depois de o marido, Sergei Tikhanovskaya, candidato da oposição, ter sido preso, em maio do ano passado. A ativista assumiu o lugar e concorreu às eleições presidenciais de agosto. Lukashenko reivindicou a vitória no escrutínio levando Svetlana a fugir para a Lituânia com seus dois filhos, onde vive em exílio.

Mas tal como revela o comité, não só personalidades individuais foram indicadas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) é uma das organizações aparentemente candidatas, tendo já sido apontada ao prémio do ano passado, quando foi laureado o Programa Alimentar Mundial. A instituição poderá ser distinguida pelo trabalho durante a pandemia de covid-19 e, principalmente, pela luta da organização pela distribuição justa das vacinas contra o novo coronavírus nos países menos favorecidos.

Além destes, destaca a revista Time, na surdina correm ainda os nomes de organizações como os Repórteres sem fronteiras, que tem lutado pela liberdade de imprensa e contra a disseminação de fake news, ou o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.

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