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Estudantes e professores chilenos marcam protesto para terça-feira

Estudantes e professores chilenos marcam protesto para terça-feira

Os estudantes e professores chilenos, que mantêm há mais de dois meses um protesto em defesa de um melhor ensino público que este sábado degenerou em novos conflitos, marcaram uma nova greve nacional com manifestações para a próxima terça-feira.

A informação foi avançada por dirigentes estudantis, que adiantaram que a greve pretende responder à falta de resposta do Governo às reivindicações dos estudantes.

"O que sustenta [o Governo] é um aprofundamento da lógica de empréstimo como acesso à educação. Não fala sobre como fortalecer a educação pública como um pilar do sistema de ensino", disse a dirigente universitária Camila Vallejo em declarações à imprensa.

"Legitima-se o lucro, que é o cancro do sistema educacional, e não se avança com medidas que permitam ao Estado ser o garante e o provedor da educação", acrescentou.

O Governo autorizou uma "marcha familiar" convocada por estudantes e associações de pais para domingo no centro de Santiago, mas excluindo praças e avenidas principais.

A governadora de Santiago, Cecília Péerez, assegurou, em conferência de imprensa, que a polícia militar atuará "como sempre fez" se não for respeitado o trajeto autorizado.

Daphne Concha, presidente da associação de pais e encarregados de educação, disse aos jornalistas que querem que "os estudantes voltem às aulas, mas com uma educação gratuita, laica, pluralista, de qualidade, democrática e igual para todos, não uma escola que exclui, como acontece hoje em dia".