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Etiópia quer substituir Facebook e Twitter pelas suas próprias redes sociais

Etiópia quer substituir Facebook e Twitter pelas suas próprias redes sociais

A Agência de Segurança das Redes de Informação da Etiópia anunciou, esta terça-feira, que o país quer desenvolver as suas próprias plataformas de comunicação social para competir com sites norte-americanos, como o Facebook e o Twitter.

"A Etiópia quer ser autossuficiente" nas suas comunicações, afirmou o diretor-geral da Agência de Segurança das Redes de Informação (Insa), Shumete Gizaw, numa entrevista a um meio de comunicação dos Emirados Árabes Unidos. "O desafio que enfrentamos agora é que as plataformas de comunicação social se tornem ferramentas da estratégia política", disse Shumete na entrevista publicada, esta terça-feira, no "Al-Ain".

A Etiópia tem estado envolvida, há quase um ano, num conflito com as autoridades regionais de Tigray, no norte do país, que deixou milhares de mortos e centenas de milhares de pessoas em situação de quase fome. À medida que aquele conflito se expande, o Governo etíope e a Frente de Libertação do Povo Tigray (TPLF) entraram numa guerra de propaganda generalizada, cada um acusando o outro de mentiras e desinformação.

"Importantes e verdadeiros 'posts' etíopes são rapidamente apagados pelo Facebook e Twitter", acusou Shumete. "O que é bom para nós é pelo menos desenvolver os nossos próprios sistemas a nível nacional, que possam substituir o Facebook e o Twitter, e estamos a trabalhar nisso", acrescentou, sem dar mais pormenores.

Em junho, o Facebook apagou dezenas de contas etíopes, que dizia serem falsas e ligadas à Insa, antes das eleições gerais no país, nas quais o partido do primeiro-ministro, Abiy Ahmed, obteve uma vitória esmagadora. A Insa foi criada em 2008 por Abiy Ahmed, que iniciou a sua carreira militar como operador de rádio.

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