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EUA e Europa anunciam sanções contra a Rússia por envenenamento e prisão de Navalny

EUA e Europa anunciam sanções contra a Rússia por envenenamento e prisão de Navalny

A administração Biden impôs sanções a sete funcionários russos e 14 entidades envolvidas na produção de químicos depois de concluir que os Serviços de Segurança da Rússia (FSB) orquestraram o envenenamento de Alexei Navalny, opositor mais conhecido do presidente Vladimir Putin e crítico do Kremlin.

A decisão foi conhecida esta terça-feira. De acordo com o jornal norte-americano "The New York Times", nenhuma das sanções foi dirigida especificamente a Putin ou aos chefes de inteligência do país ou oligarcas que apoiam o líder russo.

Estas são as primeiras medidas contra Moscovo que Joe Biden toma em cinco semanas desde que se tornou presidente dos EUA, contrariando o restabelecimento das relações com a Rússia adotado pelos anteriores presidentes daquele país.

Já em fevereiro deste ano, os chefes de diplomacia da União Europeia chegaram a um "acordo político" para impor novas sanções a responsáveis pelo julgamento e detenção do opositor russo.

A 20 de agosto de 2020, Alexei Navalny, carismático ativista contra a corrupção das elites russas, e há uma década considerado o principal opositor a Vladimir Putin, sentiu-se mal e desmaiou durante um voo doméstico na Rússia.

Laboratórios na Alemanha, França e Suécia, assim como a Organização para a Proibição de Armas Químicas, demonstraram que esteve exposto a um agente neurotóxico, do tipo Novichok, da era soviética.

As autoridades russas sempre negaram todas acusações de envolvimento no envenenamento.

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Navalny foi entretanto detido a 17 de janeiro, depois de regressar da Alemanha, onde permaneceu durante quase cinco meses em convalescença. A detenção desencadeou na Rússia uma série de manifestações, com as autoridades a responderem com a detenção de mais de 100 mil pessoas.

UE formaliza sanções a quatro responsáveis russos

União Europeia formalizou também a introdução de sanções a quatro responsáveis russos por causa de Navalny.

"O Conselho decidiu hoje impor medidas restritivas a quatro indivíduos russos responsáveis por violações sérias dos direitos humanos, incluindo prisões e detenções arbitrárias, assim como repressão geral e sistemática da liberdade de associação e de reunião pacífica, e da liberdade de opinião e de expressão na Rússia", lê-se num comunicado do Conselho da UE que formaliza as sanções.

A lista de sanções hoje formalizada visa o diretor do Comité de Investigação da Federação Russa, Alexander Bastrykin, o procurador-geral, Igor Krasnov, o chefe da Guarda Nacional, Viktor Zolotov, e o chefe do sistema penitenciário russo, Alexander Kalashnikov.

Segundo o Conselho, os quatro indivíduos em questão são sancionados devido ao seu "papel na detenção arbitrária, persecução e julgamento" do opositor russo Alexei Navalny, mas também devido à "repressão de manifestações pacíficas ligadas ao tratamento ilegal" do opositor.

Os visados ficam agora proibidos de viajar para a UE e veem os seus bens congelados no espaço europeu.

Além disso, é também proibido que pessoas ou entidades europeias disponibilizem fundos aos indivíduos em questão, tanto "direta como indiretamente".

Com Lusa

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