armas químicas

EUA defendem que ataque à Síria envia mensagem ao Irão e Coreia do Norte

EUA defendem que ataque à Síria envia mensagem ao Irão e Coreia do Norte

Os secretários de Estado e da Defesa dos EUA elogiaram as virtudes de uma ação militar contra a Síria, até pela mensagem que envia para o Irão e para a Coreia do Norte.

John Kerry e Chuck Hagel apresentaram os seus argumentos durante várias horas aos senadores do comité dos Negócios Estrangeiros, justificando a decisão do presidente Barack Obama de fazer um ataque punitivo "limitado à Síria", por esta ter alegadamente usado armas químicas, mas só depois de ter a concordância do Congresso.

Sem este ataque, os EUA ficariam reduzidos "a assistir de poltrona a um massacre".

Os dois ministros, ambos veteranos do Vietname conhecidos pelo seu ceticismo sobre intervenções militares a qualquer custo, defenderam o ataque ao regime de Damasco, ao fim de dois anos e meio de um conflito que já fez mais de 110 mil mortos.

"Este não é o momento de ser isolacionista, sentado numa poltrona. Não é o momento de ser espetador de um massacre", disse Kerry, aos que foram seus pares no Senado durante os últimos 29 anos, até que foi dirigir o Departamento de Estado em fevereiro.

"Nem o nosso país nem a nossa consciência não podem permitir-se pagar o preço do silêncio", declarou Kerry, acrescentando que "os EUA devem agir" para "proteger os seus valores e a sua segurança nacional".

Para o chefe da diplomacia norte-americana, atacar a Síria permitiria também enviar uma mensagem ao Irão e ao Hezbollah, apoios de militares de Damasco, e até à Coreia do Norte, alvo de críticas pelos EUA devido ao seu programa nuclear.

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