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EUA disparam 110 mísseis de cruzeiro contra a Líbia

EUA disparam 110 mísseis de cruzeiro contra a Líbia

(Em actualização) - Os EUA dispararam mais de 110 mísseis de cruzeiro contra posições de Muammar Kadafi, na Líbia. Norte-americanos e britânicos juntam-se, assim, às operações militares iniciadas pela França, que patrulha os céus líbios após um primeiro ataque aéreo. A TV oficial líbia diz que os ataques causaram vítimas civis e reclamam o abate de um caça francês.

Uma fonte oficial do Departamento de Defesa norte-americano confirmou o disparo de mais de 110 mísseis de cruzeiro dos EUA contra posições de Muammar Kadafi no Oeste da Líbia.

Segundo o canal de televisão árabe "Al Arabya", os ataques da força conjunta internacional causaram vítimas entre os civis. Uma informação também veiculada pela televisão estatal da Líbia, que reclama para as forças leais a Kadafi o abate de um caça Mirage 2000 francês e dizem que há vítimas civis em Tripoli.

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Os mísseis "Tomahawk" atingiram áreas nos arredores da capital líbia, Tripoli, e de Misrata, disse o oficial norte-americano, citado pela CNN. Segundo aquela fonte do Departamento de Defesa dos EUA, o ataque acontece depois de Kadfi ter falhado o cumprimento do cessar-fogo.

Entretanto, o primeiro-ministro de Inglaterra, David Cameron, disse que há já, também, forças britânicas em acção na Líbia.

Os Estados Unidos dispararam mísseis Tomahawk contra baterias anti-aéreas da Líbia a fim de facilitar a aplicação da zona de exclusão aérea pelas forças da coligação, confirmou uma fonte militar dos EUA.

A mesma fonte referiu que o assalto tem várias etapas e visa instalações de defesa aérea ao redor da capital Tripoli, onde testemunhos relataram várias explosões, e uma zona costeira sul de Benghazi.

Esta cidade é o reduto dos rebeldes sob ataque das forças do líder líbio, Muammar Khadafi.

Os mísseis foram lançados a partir de porta-aviões norte-americanos a partir do Mediterrâneo.

Uma acção militar internacional que a Rússia lamenta e a Venezuela condena.

Barack Obama, de visita oficial ao Brasil, confirmou ter dado ordem para o ataque. "O uso da força não é a nossa primeira opção, nem uma decisão tomada de ânimo leve", disse o presidente dos EUA.

França deu o mote

Um primeiro ataque aéreo francês contra a Líbia ocorreu às 16.45 horas (em Portugal) contra blindados e veículos armados das forças de Kadafi, segundo anunciou o Estado Maior da Armada francês. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, já havia anunciado, este sábado, no final da Cimeira de Paris sobre a Líbia que aviões militares franceses já estavam a impedir ataques das forças de Muammar Kadhafi contra a cidade bastião dos rebeldes, Bengazi.

"O primeiro alvo foi detectado e destruído", revelou, num primeiro anúncio, o porta-voz do Estado Maior da Armada, Laurent Teisseire. Tratava-se de um veículo líbio "claramente identificado como pertencendo às forças pró-Kadafi", juntou. Segundo referiu, não houve qualquer resposta por parte das forças líbias.

Mais tarde, a mesma fonte esclareceu que a aviação francesa havia atacado e destruído alguns tanques e veículos armados.

Também a estação televisiva Al Jazira citou fontes que dão como certo que a aviação francesa destruiu quatro blindados líbios num ataque a Sudoeste de Bengazi.

Segundo referiu, são 20 os caças franceses que estão na zona do bastião rebelde de Bengazi, no leste da Líbia, onde estabeleceram uma zona de exclusão aérea de 150 por 100 quilómetros. "Qualquer avião que entre nessa zona pode ser abatido", revelou.

Amanhã, domingo, a França vai enviar para a costa da Líbia o seu porta-aviões nuclear Charles de Gaulle.

Os aviões franceses, disse o presidente, estão preparados para "intervir contra blindados".

"A nossa determinação é total", disse Sarkozy, acrescentando que Kadafi "ainda pode evitar o pior" se respeitar "sem demora e sem reservas" a resolução da ONU.

"A porta da diplomacia abrir-se-á quando as agressões cessarem", disse.

As declarações de Sarkozy, feitas no final da Cimeira que reuniu em Paris a União Europeia, a Liga Árabe e a União Africana, seguem-se a informações avançadas pouco antes por fonte militar francesa de que caças franceses Rafale estavam a sobrevoar a Líbia desde o princípio da tarde em "missão de reconhecimento".

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