Afeganistão

EUA e países aliados resgataram 12500 pessoas do aeroporto de Cabul na quinta-feira

EUA e países aliados resgataram 12500 pessoas do aeroporto de Cabul na quinta-feira

Os Estados Unidos e outros países aliados retiraram na quinta-feira cerca de 12500 pessoas do aeroporto de Cabul, que durante o dia foi alvo de um duplo ataque suicida que causou dezenas de mortos e feridos.

Um funcionário da Casa Branca confirmou estas informações, referindo ainda que as retiradas ocorreram entre 3 horas de quinta-feira em Washington (8 horas de quinta-feira em Portugal) e 3 horas desta sexta-feira em Washington (8 horas de hoje em Portugal).

O responsável indicou que os voos militares norte-americanos transportaram cerca de 8500 pessoas, enquanto os aparelhos da coligação transportaram outras 4000.

De acordo com a fonte, desde 14 de agosto os Estados Unidos retiram ou facilitaram a saída de mais de 105 mil pessoas do Afeganistão.

Os EUA relataram que um bombista suicida de um grupo afiliado do movimento 'jihadista' Estado Islâmico (EI) fez-se explodir na quinta-feira numa das entradas do aeroporto de Cabul, a chamada Abbey Gate, e logo em seguida um segundo atacante ativou uma bomba semelhante perto do Hotel Baron, perto do aeroporto.

Após as duas explosões, combatentes do EI abriram fogo contra civis e forças militares na área.

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Em discurso à nação na quinta-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, prometeu que o seu país não perdoará ou esquecerá esses ataques e garantiu que as forças norte-americanas continuarão com a sua missão de retirada de pessoas do aeroporto da capital e concluirão a saída das tropas até o prazo estipulado, no próximo dia 31 de agosto.

Em Cabul, fontes oficiais disseram à agência de notícias EFE que houve pelo menos 95 mortos e outros 150 feridos no duplo ataque terrorista.

De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), entre as dezenas de vítimas estão 13 soldados norte-americanos mortos e outros 18 ficaram feridos.

Os talibãs conquistaram Cabul em 15 de agosto, concluindo uma ofensiva iniciada em maio, quando começou a retirada das forças militares norte-americanas e da NATO.

As forças internacionais estavam no país desde 2001, no âmbito da ofensiva liderada pelos Estados Unidos contra o regime extremista (1996-2001), que acolhia no território o líder da Al-Qaida, Osama bin Laden, principal responsável pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

A tomada da capital pôs fim a uma presença militar estrangeira de 20 anos no Afeganistão, dos Estados Unidos e aliados na NATO, incluindo Portugal.

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