Afeganistão

EUA lançam ataque aéreo contra "um organizador" do Estado Islâmico

EUA lançam ataque aéreo contra "um organizador" do Estado Islâmico

Os EUA realizaram um ataque contra "um organizador" do ramo do grupo extremista Estado Islâmico (EI) no Afeganistão, que reivindicou o atentado terrorista no aeroporto de Cabul, anunciaram as forças armadas norte-americanas.

"O ataque aéreo sem piloto ocorreu na província afegã de Nangarhar [leste]. De acordo com as primeiras indicações, matámos o alvo", afirmou na sexta-feira o comandante Bill Urban, do comando central. No mesmo comunicado, o responsável adiantou desconhecer a existência "de qualquer vítima civil" no ataque realizado com drone.

Este ataque ocorreu um dia depois do ataque bombista, reivindicado pelo Estado Islâmico da Província de Khorasan (ISKP, na sigla em inglês), que no Afeganistão é considerado inimigo dos talibãs.

A Embaixada dos EUA em Cabul pediu, esta sexta-feira, aos cidadãos norte-americanos para saírem imediatamente das imediações do aeroporto da capital afegã. "Os cidadãos norte-americanos que se encontrem neste momento nas entradas Abbey, Leste, Norte e Novo Ministério do Interior [no aeroporto] devem sair imediatamente", indicou a representação diplomática numa mensagem publicada no site, sem adiantar pormenores.

"Devido às ameaças à segurança no aeroporto de Cabul, continuamos a aconselhar os nossos cidadãos a evitar deslocações ao aeroporto e a evitar os acessos do aeroporto", lembrou a embaixada.

Os EUA e os seus parceiros internacionais rejeitam reconhecer apressadamente o governo dos talibãs no Afeganistão, disse a porta-voz do Presidente norte-americano, durante uma conferência de imprensa na Casa Branca. "Deixem-me ser clara, não há pressa no reconhecimento de nenhum tipo [do governo dos talibãs], da parte dos EUA ou dos parceiros internacionais com quem temos falado", disse Jen Psaki aos jornalistas, de acordo com a agência Efe.

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Na quinta-feira, o Presidente dos EUA, Joe Biden, prometeu "caçar e fazer pagar" os autores do atentado bombista, que causou pelo menos 170 mortos e 150 feridos, incluindo 13 soldados norte-americanos.

A operação de retirada continua no aeroporto de Cabul, onde se encontra milhares de pessoas a aguardar um voo, à medida que se aproxima o dia 31 de agosto, data de conclusão prevista para a saída dos soldados norte-americanos do país, depois de 20 anos de guerra. Até agora, mais de 100 mil pessoas foram retiradas do país, tendo já o general norte-americano Hank Taylor garantido que a operação vai prosseguir "até ao último momento".

Os talibãs conquistaram Cabul em 15 de agosto, concluindo uma ofensiva iniciada em maio, quando começou a retirada das forças militares norte-americanas e da NATO. As forças internacionais estavam no país desde 2001, no âmbito da ofensiva liderada pelos EUA contra o regime extremista (1996-2001), que acolhia no território o líder da Al-Qaida, Osama bin Laden, principal responsável pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

A tomada da capital pôs fim a uma presença militar estrangeira de 20 anos no Afeganistão, dos EUA e aliados na NATO, incluindo Portugal.

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