Covid-19

EUA mantém restrições e desaconselham viagens a Portugal

EUA mantém restrições e desaconselham viagens a Portugal

Os EUA incluíram, na segunda-feira, novamente Portugal na lista de países em que recomenda a "evitar viajar", colocando-o no nível "muito alto", devido ao agravamento da pandemia da covid-19.

O anúncio foi feito pelo Departamento de Estado, numa declaração na qual indicou que Chipre e o Quirguistão também subiram para essa categoria.

No que se refere a Portugal, a recomendação destina-se especificamente à pandemia.

Os avisos de viagem foram emitidos com base na recomendação do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC), que colocaram Portugal e Espanha no "nível 4", devido à pandemia.

A porta-voz da Casa Branca Jen Psaki anunciou que os EUA vão manter as restrições a viagens internacionais e entradas no país, devido ao aumento de infeções através da variante delta da covid-19.

Psaki lembrou que a variante delta está a espalhara-se no país e no mundo, ressalvando que, nos EUA, provocou uma nova onda de casos de infeção que está a atingir principalmente pessoas não vacinadas e que deve manter-se nas próximas semanas.

Os EUA atualmente restringem a entrada de praticamente todos cidadãos que não são norte-americanos e que os que estiveram no Reino Unido, Irlanda, China, Índia, África do Sul, Irão, Brasil e nos 26 países europeus do espaço Schengen, 14 dias antes.

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As restrições às viagens internacionais foram impostas pelos EUA pela primeira vez, em janeiro do ano passado, contra a China, de modo a controlar a propagação da covid-19.

Por outro lado, Psaki considerou normal que as autoridades de saúde norte-americanas mantenham uma discussão "ativa" sobre as medidas a tomar, incluindo a possibilidade de obrigação do uso de máscara em espaços fechados, depois de o principal perito em doenças infecciosas do governo dos EUA, Anthony Fauci, ter defendido a mesma posição.

Psaki sublinhou que o governo vai tomar decisões através dos conselhos dos cientistas e dos responsáveis da saúde, de acordo com dados científicos e não como uma decisão política.

O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) disse em maio que a população norte-americana totalmente vacinada poderia andar sem máscara, na maior parte do tempo, mesmo em espaços fechados ou em grandes aglomerações de pessoas.

No domingo, Anthony Fauci admitiu que está a analisar a recomendação do uso de máscara para os já vacinados, dado o aumento de infeções, que estão a conduzir os EUA "na direção errada". Nos EUA uso de máscara continua obrigatório nos aviões, mas até setembro.

Questionada sobre se o governo está a considerar prolongar a regra da utilização da máscara obrigatória, devido à variante Delta, Jen Psaki recusou-se a dar detalhes sobre o tema, adiantando que o CDC está a trabalhar em medidas que vão servir como um guia para os viajantes e para as companhias aéreas.

Quanto às declarações de Fauci, que disse que o país estava a ir na direção errada, a porta-voz da Casa Branca atribui-as ao facto de haver uma parte da população ainda não vacinada.

Jen Psaki alertou também que é preciso ser "responsável" e que 97% dos internamentos nas últimas semanas correspondem a pessoas não vacinadas.

"Os dados continuam a mostrar que se você for vacinado está protegido e é muito improvável que fique doente ou seja hospitalizado", acrescentou.

A porta-voz da Casa Branca disse ainda que apoia a petição das organizações de saúde para que a vacinação seja obrigatória para os profissionais de saúde, lembrando que o CDC não dá ordens, mas sim recomendações.

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