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EUA "martirizaram" Osama bin Laden, diz Paquistão

EUA "martirizaram" Osama bin Laden, diz Paquistão

O primeiro-ministro do Paquistão disse, esta sexta-feira, que os Estados Unidos "martirizaram" Osama bin Laden, o líder da Al Qaeda responsável pelo ataque a Nova Iorque em setembro de 2001, utilizando um termo dedicado aos homens tombados em batalha.

Imram Khan referiu-se a Osama bin Landen durante um discurso no Parlamento em que criticou os antecessores frisando que a aliança com os Estados Unidos "na luta contra o terrorismo foi um erro".

Khan disse também que Washington usa linguagem abusiva contra o Paquistão, nomeadamente criticando as falhas de Islamabad em relação ao Afeganistão.

O primeiro-ministro notou que os Estados Unidos se recusaram a fornecer detalhes sobre a operação contra bin Laden em 2011 levada a cabo pela força especial norte-americana Navy SEAL.

O líder da Al Qaeda foi abatido na operação noturna a 02 de maio de 2011 em Abbottad pelas forças de elite norte-americanas.

"Nós alinhámos com os Estados Unidos na 'Guerra contra o Terrorismo', mas eles vieram cá e mataram-no, martirizaram-no e utilizaram uma linguagem abusiva contra nós e não nos informaram (do raid) apesar de nós termos perdido 70 mil pessoas na luta contra o terrorismo", disse Khan no Parlamento.

Washington tem repetidas vezes acusado o Paquistão de proteger os talibãs afegãos e de garantir proteção à rede Haqqani, um grupo ligado à Al Qaeda, acusado da autoria de vários ataques no Afeganistão nos últimos anos.

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O Paquistão tem negado as acusações, lamentando que Washington responsabilize o Paquistão pelas derrotas da coligação internacional na luta contra os talibãs no Afeganistão e que envolveu 150 mil militares estrangeiros tendo perdido mais de 50% do território.

"Nós apoiamos a América na guerra contra o terrorismo e eles respondem insultando-nos. Eles acusam-nos por todas as falhas no Afeganistão. Eles apontam-nos abertamente como responsáveis porque não conseguem vencer no Afeganistão", disse Khan.

O Paquistão, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos foram os únicos Estados a reconhecerem o antigo governo talibã do Afeganistão que protegeu Osama bin Laden, responsável pelos ataques de 11 de setembro de 2001 contra as Torres Gémeas em Nova Iorque e que provocaram a invasão militar comandada pelos Estados Unidos.

Na sessão parlamentar, o deputado da oposição Kwja Mohammed Asif criticou Khan por ter usado a palavra mártir quando se referiu ao antigo líder da Al Qaeda.

Asif disse que bin Laden "levou o terrorismo" para o Paquistão.

"Ele (bin Laden) destruiu o meu país e ele (Khan) está a dizer que era um mártir", lamentou o deputado da oposição.

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