Afeganistão

EUA não vão estabelecer "um protectorado permanente" no Afeganistão, diz Obama

EUA não vão estabelecer "um protectorado permanente" no Afeganistão, diz Obama

O presidente norte-americano Barack Obama prometeu quinta-feira que o Afeganistão não vai tornar-se "um protectorado permanente" dos Estados Unidos, defendendo a decisão de iniciar uma retirada do país a partir de Julho 2011, numa entrevista à cadeia CBS.

Durante a entrevista, a primeira do presidente desde o anúncio do envio de mais 30.000 soldados para o Afeganistão, na semana passada, Obama preveniu que sem qualquer prazo alguns afegãos considerariam a segurança garantida pelos Estados Unidos como um dado adquirido.

"Há pessoas no Afeganistão que estão perfeitamente satisfeitas por fazer do país um protectorado permanente dos Estados Unidos, sem ter responsabilidades, e pelo qual todos pagamos, mantendo um exército que garante a sua segurança e as suas prerrogativas", disse.

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"Isso não foi o que os norte-americanos desejaram quando partiram para o Afeganistão em 2001. (Os norte-americanos) Queriam ir perseguir Al-Qaïda", acrescentou Obama, segundo excertos da entrevista que será difundida domingo na íntegra.

Sem calendário de retirada, "a mensagem que enviaríamos aos afegãos seria +Nada a assinalar. Um compromisso sem fim+", prosseguiu o presidente.

Ao anunciar a 01 de Dezembro a nova estratégia para o Afeganistão, e o envio de 30.000 soldados suplementares, o presidente fixou uma data de início da retirada, mas não mencionou o prazo para a retirada total das forças norte-americanas.

O mais alto graduado norte-americano, o almirante Michael Mullen, indicou esta semana que o número de soldados que vão deixar o país em 2011 poderá "ser muito limitado".

A oposição republicana criticou duramente o presidente democrata, considerando que fornecer a data de Julho de 2011 pode galvanizar os talibãs.

Em Oslo, onde recebeu o Nobel da paz, Obama assegurou quinta-feira que não há "nenhuma ambiguidade" sobre a data de Julho de 2011.

"Não mostro nenhuma ambiguidade sobre esse assunto e não deve por conseguinte haver matéria a debater. A partir de Julho de 2011, iniciaremos a transição", disse.

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