EUA

EUA: Programa eleitoral republicano proíbe aborto em caso de violação ou incesto

EUA: Programa eleitoral republicano proíbe aborto em caso de violação ou incesto

O Partido Republicano norte-americano adotou, na terça-feira, uma posição estritamente antiaborto, mesmo em caso de violação ou incesto, no seu programa eleitoral, que será oficializado na convenção presidencial da próxima semana, noticiou a agência AFP.

O programa de governo republicano, que surge na continuidade de documentos adotados desde 2000, prevê a interdição de toda a interrupção voluntária da gravidez, conferindo ao feto a proteção constitucional. O documento será oficializado na convenção de Tampa, na Florida, prevista para 27 a 30 de agosto.

O texto é adotado por uma comissão de 110 membros do partido, dois dias depois do escândalo de um dos seus eleitos, Todd Akin, que afirmou que uma mulher vítima de "uma verdadeira violação" raramente fica grávida.

O campo democrata do Presidente Barack Obama, que se recandidata a 06 de novembro a um novo mandato, enfrentando o republicano Mitt Romney, rejeitou a proposta do Partido Republicano e condenou as declarações de Akin.

Eleito pelo Estado do Missouri, Todd Akin já pediu desculpas, mas recusou-se a renunciar à sua candidatura ao Senado, apesar dos apelos de muitos republicanos, incluindo Mitt Romney, que defendeu posições favoráveis ao direito ao aborto quando era governador do Estado de Massachusetts.

"Hoje [na terça-feira], os líderes republicanos integraram a adenda Akin no programa do seu partido", disse uma porta-voz do comité da campanha democrata, Lis Smith.

Outras Notícias