Venezuela

EUA quer repatriar veteranos de guerra acusados de ataque a Maduro

EUA quer repatriar veteranos de guerra acusados de ataque a Maduro

Os Estados Unidos disseram esta quarta-feira que "usarão todos os meios" para repatriar os dois norte-americanos detidos na Venezuela, acusados de tentar derrubar o regime do Presidente Nicolas Maduro.

O Presidente da Venezuela disse segunda-feira que dois cidadãos dos EUA foram detidos como parte de um grupo descrito pelo executivo como mercenário, envolvido num ato que Nicolás Maduro afirmou ter o intuito de o matar.

Na terça-feira, Trump negou qualquer envolvimento dos EUA nestes ataques e desmentiu as declarações de Nicolas Maduro sobre a presença de veteranos militares alegadamente ligados a uma empresa de segurança norte-americana.

Hoje, o chefe da diplomacia norte-americana, Mike Pompeo, disse que recorrerá a todos os meios para que esses dois norte-americanos regressem aos Estados Unidos.

"Se o regime de (Nicolas) Maduro decidir mantê-los detidos, usaremos todos os meios à nossa disposição para trazê-los de volta", disse o secretário de Estado norte-americano.

Pompeo repetiu a mensagem já difundida pelo Presidente dos EUA de que "não há qualquer envolvimento dos Estados Unidos nessa operação", referindo-se às alegadas tentativas de invasão por mar, em que foram detidas 15 pessoas.

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Nicolas Maduro referiu a existência de dois norte-americanos, entre o grupo detido, que trabalhariam para o Governo dos Estados Unidos.

"Nesse grupo, havia membros da equipa de segurança de Donald Trump: Airan Berry, um mercenário profissional dos Estados Unidos, e Luke Denman", afirmou Maduro numa mensagem televisionada.

Pompeo nega perentoriamente esta versão do líder venezuelano, dizendo que se os EUA se envolvessem em qualquer tentativa de desestabilizar o regime venezuelano os resultados seriam outros.

"Se estivéssemos envolvidos, tudo teria acontecido de forma diferente", disse o chefe da diplomacia norte-americana.

Sobre este caso, a justiça venezuelana acusou ainda o líder da oposição, Juan Guaidó, de recrutar mercenários com fundos venezuelanos para fomentar uma tentativa de invadir o país.

Contudo, Guaidó rejeitou esta acusação e, num comunicado, sublinhou que não tem "qualquer relação ou responsabilidade por quaisquer ações" perpetradas por uma empresa de segurança privada detida pelo antigo militar norte-americano Jordan Goudreau.

A alegada invasão aconteceu um ano depois de Juan Guaidó ter tentado um levantamento do exército venezuelano contra o Presidente, que saiu gorado, tendo Nicolas Maduro assegurado até hoje o apoio das forças armadas.

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