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EUA querem reunião de urgência do Conselho de Segurança ONU sobre Irão

EUA querem reunião de urgência do Conselho de Segurança ONU sobre Irão

Os EUA pretendem que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) faça uma reunião de urgência para analisar os protestos no Irão.

"As liberdades consagradas na Carta das Nações Unidas estão a ser atacadas no Irão", afirmou a embaixadora do país na ONU, Nikki Haley, em declarações aos jornalistas.

Segundo Haley, a ideia é que haja também outra reunião de urgência no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, para analisar o mesmo tema.

EUA instam Irão a desbloquear uso de redes sociais

A Administração Trump aumentou esta terça-feira o apoio aos manifestantes no Irão, apelando ao Governo para que deixe de bloquear o Instagram e outras redes sociais enquanto encoraja os iranianos a usar "software" especial para contornar as proibições.

Após vários dias de "tweets" do presidente norte-americano, Donald Trump, a torcer pelos manifestantes iranianos e a declarar que "está na altura de uma mudança", o Departamento de Estado foi mais longe, argumentando que os Estados Unidos têm "o dever de não ficarem parados a assistir".

O subsecretário de Estado, Steve Goldstein, encarregado da diplomacia pública, declarou que os Estados Unidos querem que o Governo iraniano "abra esses sites", incluindo a plataforma de partilha de fotografias Instagram e a aplicação de mensagens Telegram. "Elas são vias legítimas de comunicação (...) As pessoas no Irão deveriam poder aceder a esses sites", sustentou Goldstein.

Os cidadãos iranianos que queiram contornar os bloqueios podem usar redes virtuais privadas, indicou o governante, referindo-se às VPN, serviços que criam "túneis" de dados encriptados entre computadores e são utilizados por muitos países para acederem a páginas da Internet de outros países que foram bloqueadas pelos Governos locais.

Apesar dos bloqueios, os Estados Unidos estão a trabalhar para manter a comunicação com os iranianos em língua Farsi, incluindo através de contas oficiais nas redes Facebook, Twitter e outras plataformas.

Teerão culpou os Estados Unidos, a Arábia Saudita e o Reino Unido por fomentarem os protestos

Esta tomada de posição da Administração Trump - num claro afastamento em relação à abordagem do presidente Barack Obama - surgiu depois de ter iniciado uma campanha de demonstração de apoio ao povo iraniano que protestava contra o Governo devido a corrupção, má gestão e problemas económicos.

Teerão culpou os Estados Unidos, a Arábia Saudita e o Reino Unido por fomentarem os protestos, que apelidou como obra de "inimigos estrangeiros do Irão".

Goldstein disse que Washington não só apoiava os manifestantes, como encorajava outros países a fazer o mesmo.

O Departamento de Estado norte-americano também enviou falantes de árabe às redes de televisão de língua árabe para debaterem os protestos no Irão.

"Queremos encorajar os manifestantes a continuarem a lutar pelo que está certo, pela abertura do Irão", disse o número dois da diplomacia norte-americana.

As manifestações que duram há seis dias são as maiores no Irão desde as suas disputadas eleições presidenciais, em 2009, e alastraram a várias cidades do país, fazendo pelo menos 21 mortos e centenas de detidos.

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