"É uma falsa alternativa"

EUA rejeitam apelo da OMS para moratória sobre doses de reforço das vacinas

EUA rejeitam apelo da OMS para moratória sobre doses de reforço das vacinas

Os Estados Unidos rejeitaram o apelo da OMS relativo a uma moratória sobre doses de reforço das vacinas contra a covid-19, considerando que não precisam de escolher entre administrá-las a seus cidadãos ou doá-las a países pobres.

"É uma falsa alternativa", disse a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, sobre o pedido da Organização Mundial da Saúde (OMS), que solicitou hoje uma moratória sobre as doses de reforço das vacinas contra a covid-19 para que os países pobres possam imunizar a sua população.

"Achamos que podemos fazer as duas coisas", pelo que não é necessário escolher entre aplicar a moratória aos norte-americanos, o que ainda não está oficialmente planeado, ou ajudar os países pobres, acrescentou.

Psaki lembrou que os Estados Unidos já distribuíram mais de 100 milhões de doses da vacina contra a covid-19 para países menos privilegiados.

Este número é superior, segundo Washington, ao das doações de todos os outros países do mundo somados.

Os Estados Unidos ainda não tomaram uma decisão sobre a administração de doses de reforço.

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Mas Alemanha e Israel já anunciaram campanhas para uma terceira dose para as vacinas que exigem duas doses iniciais, destinadas principalmente a idosos.

Hoje, em Genebra, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na habitual videoconferência de imprensa da organização sobre a evolução da pandemia da covid-19, fez um apelo nesse sentido.

"Necessitamos urgentemente de mudar as coisas: [passar] de uma maioria de vacinas para os países ricos para uma maioria [de vacinas] para os países pobres", afirmou, acrescentando que a moratória deve durar "pelo menos até ao fim de setembro".

O médico etíope tem frequentemente alertado para a falta de equidade na distribuição e administração de vacinas contra a covid-19, prejudicando os países mais pobres, sobretudo africanos.

Nos países pobres, 1,5 pessoas em cada 100 receberam uma dose de uma vacina, enquanto nos países ricos foram 100 em cada 100.

Ao pedir uma moratória, o líder da OMS reagia ao facto de Israel ter iniciado recentemente a administração de uma terceira dose da vacina Pfizer/BioNTech a pessoas com mais de 60 anos, para travar as infeções com a variante Delta do novo coronavírus, mais contagiosa.

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