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EUA renunciam em abordar na ONU direitos humanos na Coreia do Norte

EUA renunciam em abordar na ONU direitos humanos na Coreia do Norte

Os Estados Unidos renunciaram em organizar esta segunda-feira no Conselho de Segurança da ONU, pelo segundo ano consecutivo, uma reunião sobre os direitos humanos na Coreia do Norte e num contexto de aumento das tensões entre os dois países.

Esta sessão deveria ser organizada em princípio anualmente, a partir de 2014. No final de 2018, os Estados Unidos renunciaram pela primeira vez em convocá-la, por recearem um apoio insuficiente no Conselho, e segundo fontes diplomáticas citadas pela agência noticiosa AFP voltaram agora a adotar a mesma atitude.

Em 2019, a maioria de nove votos entre os 15 membros do Conselho estava adquirida, segundo os diplomatas. Mas uma "decisão de alto nível" foi tomada para que a sessão não se realize, revelou uma das fontes.

Para Washington, a prioridade esta segunda-feira com a Coreia do Norte é a questão nuclear, indicaram à agência France-Presse diversos diplomatas sob anonimato.

"No atual contexto, será melhor não misturar o nuclear com os direitos humanos", precisou um deles, que acrescentou que os Estados Unidos referiram que seria "sobretudo necessário focalizar-se no problema nuclear".

No sábado, em comunicado, o embaixador norte-coreano junto da ONU, Kim Song, fez saber que "a desnuclearização já não está na mesa das negociações" e que Pyongyang "agora já não tem necessidade de manter longas discussões com os Estados Unidos" sobre essa questão.

Na sexta-feira, durante uma conferência de imprensa, a embaixadora norte-americana na ONU, Kelly Craft, evocou, no entanto, uma reunião sobre esse tema para "10 de dezembro", acrescentando que faltava tomar uma decisão final.

"Estou muito preocupada pela questão dos direitos humanos, por todo o mundo", sublinhou.

O assunto foi abordado na véspera, precisou Craft, durante um almoço na Casa Branca entre o Presidente dos EUA e os embaixadores que representam os 15 membros do Conselho de Segurança.

Na semana passada, o embaixador norte-coreano na ONU ameaçou com uma nova "degradação" das relações caso o Conselho de Segurança discutisse os direitos humanos no seu país.

O diplomata de Pyongyang acrescentou que a eventualidade dessa reunião constituiria "uma nova provocação séria", que a situação na península coreana "conheceria uma nova degradação", e com a "plena responsabilidade" a ser atribuída aos Estados Unidos e aliados.

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