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Escravidão

EUA tem um novo feriado federal que comemora fim de "nódoa moral"

EUA tem um novo feriado federal que comemora fim de "nódoa moral"

O presidente norte-americano, Joe Biden, promulgou esta quinta-feira uma lei que cria um novo feriado federal para comemorar o fim da escravidão no país, que qualificou de "nódoa moral".

O feriado, a 19 de junho, será observado pela primeira vez esta sexta-feira. O ato de promulgação juntou, na Casa Branca, o presidente e a vice-presidente Kamala Harris, a primeira mulher afro-descendente a chegar ao cargo.

"Este é um dia de profundo peso e profundo poder, um dia em que nos lembramos da nódoa moral, o terrível tributo que a escravidão teve no país e continua a cobrar", disse Biden.

A data, conhecida como "junteenth", é o primeiro novo feriado federal desde que o Dia de Martin Luther King Jr. foi criado em 1983.

Por sua vez, Harris lembrou esta quinta-feira que o ato presidencial teve lugar "numa casa construída por escravos".

"Estamos a poucos passos de onde o presidente Abraham Lincoln assinou a Proclamação de Emancipação" dos escravos, disse Harris.

"Percorremos um longo caminho e ainda temos muito a percorrer. Mas hoje é um dia de celebração. Não é apenas um dia de orgulho. É também um dia para nos reafirmarmos e nos dedicarmos novamente à ação", adiantou.

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O 19 de junho já era feriado em alguns estados dos EUA, incluindo o Texas, mas até agora não tinha sido assumido como uma data federal.

Os apelos para que fosse feriado tinham sido reforçados após o assassínio de George Floyd, um afro-americano morto por um polícia branco a 25 de maio de 2020.

Num raro momento de unidade, republicanos e democratas no Congresso dos Estados Unidos aprovaram na quarta-feira a criação do novo feriado federal para comemorar a emancipação dos últimos escravos no Texas em 1865.

A Câmara dos Representantes aprovou o projeto de lei por 415 votos a favor e 14 contra, com o apoio dos líderes democratas e republicanos.

No dia anterior, tinha sido aprovado por unanimidade no Senado.

O Presidente de então, Abraham Lincoln, tinha na realidade libertado os escravos da sua escravidão dois anos e meio antes, assinando a Proclamação de Emancipação a 01 de janeiro de 1863.

Mas durante a Guerra Civil Americana (1861-1865), a escravatura tinha continuado nos estados confederados do Sul.

O líder do exército confederado Robert Lee assinou a sua rendição a 9 de abril de 1865. E foram precisos mais de dois meses para que a notícia chegasse à pequena cidade texana de Galveston a 19 de Junho.

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