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EUA vai vender 237 milhões de euros em bombas à Arábia Saudita

EUA vai vender 237 milhões de euros em bombas à Arábia Saudita

O Departamento de Estado dos EUA aprovou a venda de 290 milhões de dólares em bombas à Arábia Saudita (cerca de 236,56 milhões de euros) numa corrida aos acordos de armas com ditaduras do Médio Oriente, promovida pela administração Trump nas últimas semanas de mandato.

O apoio militar a estes países como é o caso da Arábia Saudita, do Egito e dos Emirados Árabes Unidos é amplamente contestado pelo Congresso e pelos norte-americanos, que lembram as graves violações dos direitos humanos pelos seus regimes, nomeadamente o enorme número de civis mortos na guerra no Iémen.

A Agência de Cooperação para a Defesa e Segurança do Departamento do Estado dos EUA anunciou a aprovação, nesta terça-feira, da venda de munições de bomba GBU-39 de pequeno diâmetro, de equipamentos relacionados e do devido suporte técnico à Arábia Saudita.

Confirmou ainda a luz verde dada à venda de helicópteros Apache H-64E, no valor de quatro mil milhões de dólares (3,26 mil milhões de euros), para o Kuwait; de 104 milhões de dólares (quase 85 milhões de euros) em equipamento de defesa antimísseis para o avião do presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi e ainda de 65,6 milhões de dólares (53,51 milhões de euros) em equipamentos de mira de precisão para os aviões de guerra egípcios.

O Egito está debaixo de fortes críticas pelo impacto civil do seu envolvimento na luta contra a insurgência na Península do Sinai.

Ainda na quarta-feira, um grupo de reflexão de Nova Iorque disse querer processar o secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo, relativamente à proposta de venda de 65,6 milhões de dólares (53,51 milhões de euros) em drones e aviões de guerra avançados aos Emirados Árabes Unidos, considerando que o Governo não cumpriu os requisitos legais que o justifiquem, assim como o impacto de tal venda na segurança dos EUA e na paz mundial.

O Departamento de Estado alegou que as vendas apoiaram "a política externa dos EUA e os objetivos de segurança nacional, ajudando a melhorar a segurança de um país amigo que continua a ser uma força importante para a estabilidade política e o crescimento económico no Oriente Médio".

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Acrescentou ainda que o acordo de armas com os Emirados Árabes Unidos permitiu a este país "deter o crescimento do comportamento agressivo e das ameaças dos iranianos".

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