Ana Gomes

Eurodeputada Ana Gomes em Benghazi

Eurodeputada Ana Gomes em Benghazi

A eurodeputada portuguesa Ana Gomes inicia, esta terça-feira, uma missão a Benghazi, bastião da oposição ao regime de Muammar Kadafi.

"Como sou relatora do Parlamento Europeu para a Líbia, penso que é minha obrigação reportar ao Parlamento aquilo que irei ver em Benghazi, os contactos que vou fazer com autoridades do Conselho Nacional de Transição (CNT) e com elementos da sociedade civil, além dos representantes de diversas instâncias internacionais" presentes no terreno, explicou Ana Gomes, em declarações à Agência Lusa por telefone, no momento em que atravessava a fronteira entre o Egipto e a Líbia.

Até quinta-feira, a eurodeputada, que organizou esta missão por iniciativa própria, irá encontrar-se com representantes do CNT, mas também com oficiais da UE responsáveis pela ajuda humanitária e da ONU, em particular do Alto Comissariado para os Refugiados (ACNUR) e do Gabinete para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA).

O programa de Ana Gomes inclui ainda encontros com as principais organizações internacionais que têm actualmente equipas em Benghazi, como a Cruz Vermelha e a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

A presença da eurodeputada portuguesa irá coincidir com a abertura "ainda esta semana" de uma representação da UE naquela cidade do leste da Líbia. "Temos que começar já a ajudar a preparar o futuro da Líbia sem Kadafi. (...) Há um grande trabalho a fazer de apoio à capacitação, à criação de instituições", referiu.

De acordo com Ana Gomes, os líbios, em particular as autoridades de Benghazi, desejam e pedem o apoio comunitário. "É do interesse da União Europeia, é do interesse naturalmente da população líbia que nós ajudemos a criar as instituições, a treinar as pessoas, quer das instâncias governamentais quer da sociedade civil, para que a Líbia possa ter um futuro democrático", afirmou a eurodeputada socialista.

Para tal, a representação da UE em Benghazi, que poderá ser brevemente visitada pela chefe da diplomacia europeia Catherine Asthon, segundo Ana Gomes, irá fornecer todos os apoios necessários, mas também terá "os olhos postos no futuro e no apoio para a capacitação do país" em diversas áreas, como por exemplo a reforma do sector da segurança.

Até à data, o CNT foi reconhecido oficialmente por quatro países, incluindo dois Estados-membros da UE: França, Itália, Qatar e Gâmbia.

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