Estrasburgo

Eurodeputada portuguesa escapou a ataque por 50 metros

Eurodeputada portuguesa escapou a ataque por 50 metros

A eurodeputada Sofia Ribeiro estava a 50 metros do mercado de Natal de Estrasburgo, quando o atirador começou a disparar sobre os transeuntes, e teve de fugir a par de dezenas de pessoas.

Depois de um dia de trabalho no Parlamento Europeu, Sofia Ribeiro e a sua equipa decidiram visitar o mercado de Natal da Rua de Orfévres, em Estrasburgo (França). O passeio decorria sem incidentes, com boa disposição temperada pela proximidade da quadra natalícia. A visita aos mercados de rua, dispersos por várias praças do Centro Histórico da cidade, é uma tradição que atrai milhares de pessoas. "Íamos ver o mercado que é o mais antigo da Europa. É um ambiente mágico", recorda a deputada, cujo passeio foi brutalmente interrompido. Subitamente, ao aproximar-se da catedral, o grupo de portugueses começou a ver várias pessoas a correr e a gritar, em fuga, na direção contrária do mercado. Sobraram uns momentos de indecisão, atordoados pela surpresa, até que um segurança (também em fuga) alertou o grupo.

"Ao ver as pessoas a fugirem, ficámos a olhar uns para os outros. Foi um segurança do próprio mercado que nos avisou. Ele gritou: 'Corram, há um homem aos tiros'. A nossa reação imediata foi afastar-nos dali", relata a eurodeputada, que, a cerca de 200 metros do local do ataque, procurou informação para saber qual seria o destino seguro. "Tentámos encontrar um polícia para obter alguma informação, mas vimos mais pessoas a correr noutra direção. Não sabíamos se havia múltiplos ataques".

Aquela zona no coração de Estrasburgo é rodeado por canais e o acesso é feito por pontes. O grupo ainda tentou refugiar-se no hotel, mas o acesso estava vedado pelas autoridades. "Decidimos, então, que a melhor solução seria regressar ao Parlamento", onde se encontram mais de mil pessoas retidas há várias horas, incluindo a maioria dos eurodeputados portugueses. "Apanhámos o metro de superfície, até que a viagem foi interrompida. O condutor parou o comboio, porque recebeu informações de que não podia prosseguir. O resto do caminho foi feito a pé", conta ainda Sofia Ribeiro, elogiando a segurança em torno do Parlamento. Às 23.30 horas de Portugal, não havia ainda informação sobre quanto tempo mais terão de permanecer no edifício.