Mundo

Eurodeputados dão "luz verde" ao reforço da defesa na União Europeia

Eurodeputados dão "luz verde" ao reforço da defesa na União Europeia

Os eurodeputados aprovaram, esta quinta-feira, as prioridades do Fundo Europeu de Defesa até 2027, que visam mais inovação e uma cooperação "mais europeia" neste setor, estando prevista uma verba de 13 mil milhões de euros.

Em comunicado divulgado após a sessão plenária, que decorreu em Estrasburgo, França, o Parlamento Europeu aponta que, no próximo quadro financeiro, o objetivo é ter "uma abordagem mais europeia da Defesa" na União Europeia (UE).

Por essa razão, na ocasião, foi aprovado - com 328 votos a favor, 231 contra e 19 abstenções - o acordo provisório alcançado com o Conselho da UE (onde estão representados os Estados-membros) relativo ao Fundo Europeu de Defesa para o período 2021-2027.

"O Fundo de Defesa irá promover a inovação tecnológica e a cooperação no setor europeu da Defesa e visa colocar a UE entre os quatro principais investidores em tecnologia e pesquisa" nesta área, aponta a assembleia europeia na nota.

Previsto está que o fundo apoie pequenas e médias empresas do setor na investigação e no desenvolvimento industrial da Defesa.

Os projetos escolhidos terão de abranger pelo menos três participantes de três Estados-membros ou países associados e devem estar em linha com as prioridades dos países da UE para a Política Externa e de Segurança Comum e com as que foram acordadas com a NATO.

Porém, falta definir a verba alocada.

O Parlamento Europeu defende um montante de cerca de 13 mil milhões de euros (a preços correntes), mas isso ainda será estipulado aquando da discussão sobre o próximo quadro financeiro plurianual.

Intervindo na sessão plenária, o eurodeputado português da CDU João Ferreira criticou que a UE tencione "despejar 13 mil milhões de euros em cima do complexo militar e industrial das grandes potências europeias, em sete anos".

"Recursos públicos que faltam no combate à pobreza, no investimento em serviços públicos, na promoção da coesão económica e social são recursos que vão agora direitos à promoção da guerra, ao financiamento da indústria de armamento", lamentou, pedindo a criação de um "projeto alternativo de cooperação, assente nos valores da paz e da cooperação".

Esta foi a última sessão plenária da legislatura, dadas as eleições europeias de final de maio. Caberá, por isso, ao próximo Parlamento Europeu discutir o reforço deste fundo.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG