Pandemia

Europa celebra o fim de máscaras nas ruas e Austrália e África do Sul voltam às restrições rigorosas

Europa celebra o fim de máscaras nas ruas e Austrália e África do Sul voltam às restrições rigorosas

A Europa tem avançado nas medidas de desconfinamento, tendo Espanha, Itália, França e Grécia decretado o fim do uso de máscaras na rua. Porém, vários países de África, Ásia e a Austrália viram-se obrigados a retomar as restrições, devido ao aumento de casos provocados pela variante Delta.

A Espanha celebra o fim da obrigatoriedade do uso de máscara nos espaços exteriores, mas continua a ser obrigatório nos transportes públicos e em grandes acontecimentos ao ar livre. Porém, o país voltou a exigir a apresentação de um teste negativo à covid-19 aos turistas britânicos que não estejam vacinados e queiram viajar para as Ilhas Baleares.

Na Itália, as máscaras deixam de ser obrigatórias nos espaços abertos desde esta segunda-feira em todas as regiões do país que estejam com um menor risco de contágio, sendo apenas necessário em locais fechados e nos transportes públicos.

Roberto Speranza, ministro da Saúde da Itália, referiu que "é um bom dia porque todo o país pode dar-se ao luxo de ter um pouco mais de liberdade, mas temos de continuar no caminho da prudência e da cautela".

A França e a Grécia também decretaram o fim do uso de máscara no exterior. Segundo Vana Papaevaggelou, membro do comité científico grego responsável por conter a pandemia de covid-19, "o número de pessoas entubadas e mortes está a diminuir a cada dia e a situação atual é animadora", o que também significou o fim do recolher obrigatório no país, já anteriormente anunciado

Na França, as discotecas vão reabrir a partir do dia 9 de julho com uma lotação máxima de 75% e com apresentação de um passe sanitário, não sendo necessário utilizar máscara no interior dos estabelecimentos.

Apesar das medidas mais favoráveis na Europa, países como Espanha, Itália, França ou o Reino Unido verificam um aumento do número de casos derivados da variante Delta, considerada uma das mais contagiosas, sendo que o Reino Unido registou o máximo de casos desde fim de janeiro, com 22.868 novos casos de covid-19 na segunda-feira.

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O Centro Europeu de Controlo de Doenças alerta para o facto de que a variante será responsável, em finais de agosto, por 90% de todas as infeções na Europa.

Variante Delta provoca retoma de restrições

O número de casos de pessoas infetadas com a variante Delta tem vindo a aumentar, levando vários países a decretar novamente medidas mais rigorosas para combater a nova variante, como é o caso da Austrália.

A maior cidade do país, Sydney, começou no sábado um confinamento de duas semanas, após ter registado um aumento de 110 casos nas últimas duas semanas. O confinamento foi alargado por toda a área metropolitana e regiões vizinhas, sendo apenas possível sair de casa para efetuar tarefas essenciais, consultas médicas ou exercício físico. As fronteiras, comércio e restauração foram encerrados pelas autoridades australianas.

Também África do Sul está sob medidas mais restritivas, sendo que as áreas metropolitanas de Pretória e Joanesburgo são as mais afetadas, representando cerca de 60% de todas as novas infeções do país. O Presidente do país elevou, no domingo, o estado de alerta para o segundo nível mais alto, num momento em que os hospitais começam a atingir o limite.

Em Israel, o uso obrigatório de máscara, em locais fechados, foi restabelecido na sexta-feira, num momento em que a maioria das pessoas já se encontra vacinada. As autoridades israelitas aconselharam também o uso de máscara ao ar livre, onde se verificar um maior ajuntamento de pessoas.

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