Covid-19

Europa processa AstraZeneca por falha na entrega de vacinas

Europa processa AstraZeneca por falha na entrega de vacinas

A União Europeia deu início a um processo judicial contra a farmacêutica AstraZeneca, devido a falhas no contrato de fornecimento de vacinas.

"A Comissão iniciou na sexta-feira uma ação judicial contra a empresa AstraZeneca com base em violações do acordo de compra antecipada", disse o porta-voz da União Europeia Stefan De Keersmaecker, acrescentando que a ação foi lançada em nome dos 27 estados membros, segunda revela a agência France-Presse.

Segundo o porta-voz, a ação judicial foi interposta porque "alguns dos termos" do contrato negociado entre a AstraZeneca e a Comissão Europeia "não foram respeitados", não tendo a farmacêutica em questão apresentado uma "estratégia credível para assegurar a entrega atempada de doses". "O que nos importa neste caso é assegurar que há uma entrega rápida de um número suficiente de doses a que os cidadãos europeus têm direito, e que foram prometidas com base no contrato", sublinhou.

Até março deste ano, o laboratório deveria ter entregado 100 milhões de doses, mas só entregou 30 milhões. Depois, a empresa disse que entregaria 70 milhões de vacinas contra a covid-19 até ao final do segundo trimestre deste ano, quando estava projetado entregar 300 milhões, de acordo com o contrato feito. As entregas nas vacinas têm atrasado a vacinação na maioria dos países da União Europeia.

Numa altura em que 8,9% dos adultos europeus estão totalmente vacinados (com as duas doses da vacina) após quatro meses, Bruxelas atribui principalmente os níveis baixos de inoculações aos problemas de entrega das vacinas da AstraZeneca para a UE, exigindo que a farmacêutica recupere os atrasos na distribuição e cumpra o contratualizado.

Além dos constantes atrasos na entrega das vacinas e em doses aquém das contratualizadas, a campanha de vacinação da UE tem sido marcada por casos raros de efeitos secundários como coágulos sanguíneos após toma do fármaco da AstraZeneca, relação confirmada pelo regulador europeu, como aconteceu também com a vacina da Johnson & Johnson.

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