Pandemia

Evitar beijos e usar máscara: o que o Canadá sugere para relações sexuais seguras

Evitar beijos e usar máscara: o que o Canadá sugere para relações sexuais seguras

As dúvidas relativas à covid-19 são mais do que muitas. E quando se fala de sexo, o rol de questões continua. Theresa Tam, diretora de saúde pública do Canadá, recomenda o uso de máscara e menos beijos durante as relações sexuais.

A questão tem sido levada a sério por muitas autoridades de saúde pública em vários países: que riscos existem na propagação da doença da covid-19 durante relações sexuais? Não há soluções definitivas, mas o departamento de saúde pública do Canadá - o equivalente à Direção-Geral de Saúde em Portugal - divulgou um comunicado esta quarta-feira sobre o assunto.

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"A saúde sexual é uma parte importante da nossa saúde. No entanto, o sexo pode ser complicado na época da covid-19", diz a médica Theresa Tam. Para a diretora de saúde pública do Canadá, se os parceiros não fizerem parte da mesma bolha, por exemplo, não residirem na mesma casa, devem ser tomadas algumas medidas de prevenção como "evitar o contacto cara com cara e a proximidade". O uso de máscara para tapar o nariz e a boca é também recomendado.

"As evidências atuais indicam que há uma probabilidade muito baixa de contrair o novo coronavírus através do sémen ou de fluídos vaginais", diz Theresa Tam. Se o envolvimento sexual acontecer com um novo parceiro, mesmo sem sintomas da covid-19, o risco de contrair o vírus SARS-Cov-2 existe, logo evitar os beijos é um ponto de partida.

Caso haja sintomas, as relações sexuais devem ser mesmo evitadas. A DGS do Canadá esclarece que os cidadãos devem monitorizar-se constantemente para a covid-19 e ter em atenção se o parceiro sexual faz parte de um grupo de risco, nomeadamente pessoas com saúde e/ou sistema imunitário frágil e com obesidade.

Com estes cuidados, os canadianos podem encontrar "formas de desfrutar da intimidade física" enquanto se protegem contra o novo coronavírus, afirma Tam. A autoridade de saúde pública do Canadá não deixa de relembrar a importância do uso de preservativo para a proteção contra doenças sexualmente transmissíveis.

Também em junho deste ano, o departamento de saúde de Nova Iorque, nos EUA, tinha incentivado os norte-americanos a serem criativos e a ponderarem o uso de máscara durante as relações sexuais, entre outras medidas, como lavar as mãos antes e depois do sexo e desinfetar brinquedos sexuais.

Em abril, ainda em pleno confinamento em Portugal, Patrícia Pascoal, presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica (SPSC), disse à agência Lusa que "o conceito de intimidade, de espaço pessoal e de intimidade sexual" seriam "necessariamente redefinidos". Uma das tendências recorrentes da pandemia poderia ser o aumento de fenómenos como o "sexting" (divulgação de conteúdos eróticos e sexuais através do telemóvel).

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