Ameaça

Ex-advogado de Trump diz que "ainda há muito para contar"

Ex-advogado de Trump diz que "ainda há muito para contar"

O ex-advogado do Presidente norte-americano Michael Cohen disse esta segunda-feira que "ainda há muito para contar", enquanto entrava na prisão para cumprir pena por pagamentos ilícitos de campanha eleitoral feitos em nome de Donald Trump.

Michael Cohen vai cumprir uma pena de três anos, depois de ter sido condenado, em dezembro passado, por ter admitido comprar o silêncio de duas antigas amantes de Donald Trump, durante a campanha presidencial dos EUA, em 2016, violando as leis eleitorais e mentindo por causa disso perante o Congresso.

"Ainda muito está por ser dito", afirmou o antigo advogado de Trump, antes de sair da sua casa em Nova Iorque para partir para a cadeia de Otisville, a 100 quilómetros a noroeste de Nova Iorque.

A cadeia de Otisvill é um estabelecimento prisional destinado a presos de "colarinho branco" e pessoas famosas, que a revista Forbes classificou como uma das "10 prisões mais acolhedoras" dos EUA.

"Não posso esperar pelo dia em que possa dizer a verdade", acrescentou Cohen, que numa audiência perante o Congresso, em fevereiro, acusou Donald Trump de ser "um mentiroso" e "um bandido".

Cohen esperou por uma redução da sentença, em troca da sua colaboração com os procuradores que investigam Donald Trump por conluio com o governo russo, por alegada interferência nas eleições presidenciais de 2016.

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Os procuradores negaram-lhe essa redução de pena, que agora apenas poderá ser conseguida por bom comportamento no estabelecimento prisional.

Cohen confessou ter pago a duas antigas amantes de Donald Trump -- a atriz porno Stormy Daniels e a ex-modelo Karen McDougal - para que não trouxessem o caso de infidelidade matrimonial a público, durante a campanha presidencial, mesmo sabendo que estava a violar a lei eleitoral.

Cohen disse que cometeu os crimes a mando do agora Presidente dos EUA, a quem acusa de ser "um homem sem alma" e um "mentiroso compulsivo".

Donald Trump rejeita todas estas acusações e insinuações, dizendo que Cohen mentiu para tentar reduzir a pena pelos crimes que cometeu "por sua conta e risco".

A caminho da prisão, onde ficará nos próximos três anos, Cohen leu uma declaração aos jornalistas e não respondeu a perguntas, não esclarecendo se e quando dará mais informações sobre o comportamento do candidato Trump durante a campanha eleitoral de 2016 ou sobre os negócios do empresário Trump, a que também esteve associado.

Cohen também admitiu ter mentido no Congresso sobre o seu envolvimento na negociação da construção de uma "Trump Tower" em Moscovo, meses antes das eleições de 2016, que os investigadores ainda procuram esclarecer.

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