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Ex-militar sérvio-bósnio condenado a 20 anos de prisão por crimes de guerra

Ex-militar sérvio-bósnio condenado a 20 anos de prisão por crimes de guerra

Um tribunal da Bósnia-Herzegovina condenou esta quarta-feira o ex-militar Radomir Susnjar, de nacionalidades sérvia e bósnia, a 20 anos de prisão pelo seu envolvimento no assassínio de dezenas de muçulmanos na cidade bósnia de Visegrad em 1992.

Susnjar, de 64 anos, foi condenado por participar em ataques, tratamentos desumanos e saques a 57 civis muçulmanos em junho de 1992.

A juíza Enida Hadziomerovic afirmou que Susnjar "cometeu um crime contra a população civil".

Provenientes da aldeia de Koritnik, as 57 pessoas foram mantidas em cativeiro numa casa em Visegrad, sendo depois transferidas para outra casa que mais tarde foi incendiada com essas pessoas no seu interior.

Segundo a acusação, Susnjar atirou dispositivos explosivos para o interior da casa e disparou armas para impedir a fuga dos civis, que incluíam mulheres, crianças e idosos.

O advogado de Susnjar disse que o ex-militar vai recorrer do veredicto do tribunal.

O organizador do crime foi o antigo paramilitar sérvio-bósnio Milan Lukic, condenado a prisão perpétua pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia (TPIJ) em Haia por esse e outros crimes de guerra contra muçulmanos na Bósnia-Herzegovina.

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Susnjar foi detido em abril de 2014 em Paris e extraditado para a Bósnia-Herzegovina em junho de 2018.

Em agosto de 2018, teve início o processo judicial contra ele no Tribunal da Bósnia-Herzegovina em Sarajevo, encarregado de julgar os crimes cometidos durante a guerra da Bósnia, que entre 1992 e 1995 opôs bósnios muçulmanos, sérvios e croatas e matou quase 100.000 pessoas, deixando milhões desalojados.

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