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Ex-polícias envolvidos na morte de Floyd trocam acusações

Ex-polícias envolvidos na morte de Floyd trocam acusações

Os agentes mais novos "só estavam a seguir o exemplo" de Derek Chauvin (que pressionou o pescoço de Floyd com o joelho). Mas o advogado de Chauvin garante que, se os outros tivessem acionado rapidamente ajuda médica, o afro-americano teria sobrevivido. Há quem peça julgamentos individuais, mas a acusação é perentória: "não faz sentido".

Os advogados dos quatro ex-polícias de Mineápolis acusados de envolvimento na morte de George Floyd pedem a realização de julgamentos individuais, já que os arguidos estão a tentar atribuir uns aos outros a responsabilidade pelo assassinato do afro-americano de 46 anos.

Ainda assim, avança o The Guardian, a acusação considera que, tendo em conta "a natureza semelhante das acusações e das evidências", não faz sentido avaliar individualmente a conduta dos arguidos. Os quatro agentes vão comparecer, esta sexta-feira, em tribunal para uma sessão durante a qual será discutido - entre outros assuntos - o pedido dos advogados.

George Floyd, que estava algemado, morreu a 25 de maio, em Mineápolis, depois de Derek Chauvin lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante cerca de nove minutos, numa operação de detenção, apesar de o afro-americano dizer que não conseguia respirar.

Chauvin foi acusado de homicídio em segundo grau, arriscando uma pena máxima de 40 anos de prisão, e os restantes agentes, Thomas Lane, J. Kueng e Tou Thao, de auxílio e cumplicidade de homicídio em segundo grau e homicídio involuntário. O incidente, cujo vídeo se tornou viral nas redes sociais, reabriu feridas raciais e gerou uma onda de protestos nos EUA.

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O início do julgamento está agendado para março de 2021. Segundo a acusação, "os arguidos agiram juntos para matar Floyd: Chauvin, Kueng e Lane imobilizaram-no com a face para baixo, enquanto Thao impedia a intervenção da multidão". Razão pela qual defendem a realização de um único julgamento. Além disso, alegam que as testemunhas e os familiares de George Floyd poderiam ficar traumatizados mediante a participação em vários julgamentos.

Apontam o dedo uns aos outros

O caso está repleto de tentativas de responsabilização lançadas entre os arguidos. Os advogados de Lane e Kueng defendem que os seus clientes, sendo agentes menos experientes, só estavam a seguir o exemplo de Chauvin.

O advogado de Thao, Bob Paule, considera que a situação do seu cliente é "completamente diferente" porque ele estava apenas a controlar a multidão.

Eric Nelson, advogado de Derek Chauvin, afirma que não há provas de que o agente tinha intenção de matar Floyd. Diz ainda que Lane e Kueng, que responderam ao telefonema inicial do dono de uma loja que suspeitava que o afro-americano estivesse a tentar usar dinheiro falso, iniciaram contacto com George Floyd ainda antes de Chauvin e Thao chegarem ao local. E que se tivessem acionado rapidamente ajuda médica, o homem poderia ter sobrevivido.

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