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Exército nega golpe de Estado nas Maldivas

Exército nega golpe de Estado nas Maldivas

O exército nas Maldivas desmentiu, esta terça-feira, que se tenha produzido um golpe de Estado no arquipélago, mas indica que aconselhou o Presidente, Mohamed Nasheed, a demitir-se, referiu o porta-voz do exército.

"Isto não é um golpe de Estado. Não é de todo", afirmou o porta-voz do exército, Adbul Raheem Abdul Latheef, em declarações pelo telefone a partir da capital das Maldivas, Malé, pouco depois do chefe de Estado ter anunciado a demissão.

Nasheed anunciou a demissão numa comunicação ao país transmitida pela televisão durante a tarde (hora local), depois de agentes da polícia se terem juntado aos protestos e se terem envolvido em confrontos com elementos das forças armadas nas ruas da capital, Malé.

"A minha permanência no poder apenas aumentará os problemas e magoará os nossos cidadãos. A melhor opção que tenho é demitir-me", disse.

Nasheed deve entregar o poder ao vice-Presidente, Mahammed Waheed Hassan.

A demissão ocorre após várias semanas de protestos naquele país do Oceano Índico, mais conhecido pelas suas praias paradisíacas do que por turbulência política.

Nasheed perdeu o apoio popular depois de ter ordenado aos militares a detenção do presidente do Tribunal Criminal, o juiz Abdulla Mohamed.

A detenção ocorreu depois de o juiz ter decidido libertar um crítico do Governo, por ter considerado a sua detenção ilegal.

Mohamed Nasheed é um antigo activista pelos direitos humanos que venceu as primeiras eleições multipartidárias no país. Notabilizou-se também por ter viajado por todo o mundo para tentar convencer os governos a combater as alterações climáticas que poderão aumentar o nível do mar e submergir o arquipélago das Maldivas.