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Explorador britânico desaparecido na Papua-Nova Guiné

Explorador britânico desaparecido na Papua-Nova Guiné

Uma operação de busca e salvamento foi montada para tentar localizar o explorador britânico Benedict Allen, que deveria ter regressado a casa na passada segunda-feira, depois de uma viagem à Papua-Nova Guiné, para encontrar uma tribo isolada e pouco conhecido do mundo exterior.

Allen, de 57 anos, partiu em outubro para reencontrar a remota tribo Yaifo, com a qual tinha contactado há 30 anos, e nunca mais deu sinal de vida. Deveria ter regressado na última segunda-feira, 13 de novembro, mas não embarcou no voo que tinha agendado e faltou a conferência onde iria dar uma palestra.

Como esta não é uma atitude normal para o experiente aventureiro e produtor de documentários, a família ficou preocupada e deu o alerta, Segundo a BBC, o piloto de helicóptero que o deixou no local no início da viagem está a tentar reconstruir o percurso que Allen terá feito e as autoridades locais foram alertadas para a situação.

Segundo o especialista em segurança da BBC Frank Gardner, que já viajou para a Papua-Nova Guiné com Allen para a produção de um documentário, explicou que, ali, a probabilidade de acontecer algo imprevisto é extremamente elevada.

Allen pode ter sido apanhado num deslizamento de terras, num combate entre tribos ou ter sido convidado para ficar mais tempo numa cerimónia, algo cuja recusa pode ser vista como um insulto. Como era seu hábito, partiu para a floresta remota sem telefone por satélite, GPS ou companhia.

Na última publicação que deixou no Twitter, o explorador, casado e pai de três filhos, contava que estava a caminho do aeroporto de Heathrow e que podia estar fora algum tempo: "Não tentem resgatar-me, por favor, nunca me vão encontrar..."